Só havia sombra e escuridão. Não havia qualquer possibilidade de se enxergar algo que desse uma direção, um sentido pra viver. As esperanças haviam acabado. A origem do pecado cria ramos muito longos: medo, pânico, desavença, desconforto, vergonha, nudez, suor, sofrimento, dor, morte.
Tem que haver um plano. É preciso poder voltar a sonhar. Ainda que seja por uma noite!
De repente, uma luz é acesa. Uma idéia que brota no coração de alguém que olha para os lados e não vê mais ninguém, a não ser seu próprio Filho.
Talvez, num primeiro momento um sentimento doloroso por pensar em entregar alguém tão querido e único; mas tudo isso é instantaneamente vencido por um sentimento maior e que a limitada natureza de um simples mortal como eu nunca conseguiu entender plenamente (e creio que jamais conseguirei) – o amor.
Como se livrar de tanto sofrimento? Como trazer de volta a esperança que antes estava expressa no rosto de um homem perfeitamente formado? Como fazer surgir luz no meio de tão grande escuridão?
É um processo. As coisas não acontecem automaticamente, como num passe de mágicas, ou num estalar de dedos. Mas, não poderia ser? Afinal, Ele não pode todas as coisas?
Há coisas que são sublimes demais para que o homem possa compreender.
Entretanto, Ele quer mais. Quer que o homem participe ativamente desse projeto. E tem que ser do começo ao fim. Do nascimento até a morte.
Para aqueles a quem foi revelado em parte, aquilo que seria pleno, foi dito que Ele não teria formosura, mas também que seu Reino não teria fim.
Ele seria predestinado desde o seu nascimento. Salvação para seu povo. Luz para os gentios.
Aquelas pessoas que andavam trôpegas na escuridão passariam a enxergar através da lente da fé, da claridade reluzente que seria trazida por alguém que poderia ter recebido o nome de “Esperança” que certamente lhe cairia muito bem!
Seu nascimento foi esplêndido. Como uma pintura de Van Gogh, Picasso, Da Vinci. Nasceu ao som de cânticos de anjos, tal qual a obras sinfônicas de Haendell, Beethoven, Mozart, Wagner, Mendelssohn.
Mas, o que aconteceu? Com o passar dos anos sua história foi se esfriando no coração dos homens e mulheres, tão preocupados com seu ventre e sucumbidos em meio a um materialismo desenfreado!
O que aconteceu com a manjedoura agora substituída por casas, móveis e carros novos? O que houve com o ouro, o incenso e a mirra que foram deixados de lado por causa de tecidos pomposos, calçados de marca e brinquedos caros? Aonde foram parar José e Maria, deixados em segundo plano por causa de mesas fartas e festas que não têm hora pra acabar?
Meu coração quase se rasga num surto de tristeza e desânimo quando de repente começo a enxergar ainda ao longe e posso ver a humilde manjedoura dentro do coração de servos dispostos a doar suas vidas pela maior das causas. De repente abro os olhos e enxergo os pastores e os magos personificados em pessoas que não medem esforços, distância, tempo, dinheiro e até mesmo perdas por optarem por uma entrega total de suas vidas. Começo a vislumbrar ‘Josés’ e ‘Marias’ através de pessoas que preferem estar no centro da vontade de Deus do que em qualquer outro tempo e lugar, independentemente do preço que isso possa lhes custar.
Num momento final de esperanças renovadas e fé fortalecida, levanto os olhos e vejo com um olhar cheio de esperança e um coração repleto de alegria, pessoas que ainda se emocionam ardentemente ao ouvir a mais bela de todas as frases:
“É que hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador que é Cristo o Senhor!”
Pr. Elias M. Santos
sábado, 24 de dezembro de 2011
JESUS, O PERSONAGEM PRINCIPAL DO NATAL
JESUS, O PERSONAGEM PRINCIPAL
Colossenses 1.13-18
INTRODUÇÃO
Chegamos ao final desta série de mensagens natalinas sob o título “Os Personagens do Natal” e não poderia terminá-la sem meditarmos sobre o personagem principal, a razão de ser do natal: Jesus Cristo.
O PERSONAGEM PRINCIPAL DA CRIAÇÃO
“pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis; sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades; todas as coisas foram criadas por ele e para ele. (v.16)
Ele estava no principio com Deus, diz João 1.1-3: “No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus. Ele estava com Deus no princípio. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele; sem ele nada do que existe teria sido feito.” Tudo foi criado por meio dele e para Ele, as coisas visíveis e invisíveis. Jesus é, portanto, o centro de convergência de todas as coisas. Ele é o personagem principal da criação.
O PERSONAGEM PRINCIPAL DA HISTÓRIA
“é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a supremacia.” (v.18b)
Não existe sequer uma pessoa mais famosa que Jesus Cristo. Seu nome é o mais procurado na internet mundial. A história da humanidade é dividida em antes dele e depois dele. Nenhum personagem, em toda a história, por mais famoso que seja conseguiu isso. Até hoje, pessoas estão dispostos a morrer por Ele. Ele é o personagem principal da história.
O PERSONAGEM PRINCIPAL DE TODAS AS CRIATURAS
“o primogênito de toda a criação.” (v.15b).
Isso significa que é Ele o mais importante de todos os seres do Universo. Nenhum pacifista fez mais pela humanidade; nenhum psicólogo ajudou tantas pessoas; nenhum líder teve tantos seguidores, nenhum mestre ensinou mais. Ele é o primogênito de toda a criação. O personagem principal de todas as criaturas. Naturalmente o texto não se refere a Jesus ter sido criado primeiro, pois a palavra original aqui é protótokos que significa que Jesus é o primeiro em importância. É, portanto, um título de honra. Jesus é o personagem principal de todas as criaturas.
O PERSONAGEM PRINCIPAL DA MANUTENÇÃO DO UNIVERSO
“Ele é antes de todas as coisas, e nele tudo subsiste. (v.17)
Dizer que em Cristo tudo subsiste, é dizer que todas as coisas que existem estão abaixo dele, sob seu comando, governo e manutenção. Jesus é o Deus que cria, governa e sustenta todo o universo. Quem é que impulsiona a terra para que continue a girar? Quem é que sustenta os planetas suspensos no sistema solar? Quem mantém o combustível para que o sol nunca se apague? Em Hebreus 1:3a está escrito: “O Filho é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser, sustentando todas as coisas por sua palavra poderosa.” Jesus é o personagem principal da manutenção do universo.
O PERSONAGEM PRINCIPAL DO CONHECIMENTO DE DEUS
“Ele é a imagem do Deus invisível.” (v.15a)
Jesus é a revelação do próprio Deus. Ele mesmo disse a Filipe: “Quem me vê, vê o Pai.” (João 14.9). Como nós poderíamos conhecer a Deus senão por meio de Jesus? Se Deus é invisível, como conhecê-lo? Em Hebreus 1.1-2 está escrito: "Há muito tempo Deus falou muitas vezes e de várias maneiras aos nossos antepassados por meio dos profetas, mas nestes últimos dias falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e por meio de quem fez o universo.” Jesus é, sem dúvida, a maior revelação de Deus que temos. Ele é, portanto, o personagem principal do conhecimento de Deus.
O PERSONAGEM PRINCIPAL DA BÍBLIA
“Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda criação.” (v.15)
Outra maneira do Deus invisível se revelar foi através das Escrituras. O tema do AT é ‘Jesus virá’ e o do NT é ‘Jesus já veio e voltará’. Portanto, ‘Jesus Cristo’ é o tema central das Escrituras. Assim como as eras, a bíblia também é dividida em antes e depois de Cristo. Antes dele temos as promessas e profecias a seu respeito. Depois dele temos sua vida, seus ensinos e seus conselhos através dos apóstolos. Ele é o personagem principal da bíblia.
O PERSONAGEM PRINCIPAL DA SALVAÇÃO
“Pois ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado, em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados.” (vs.13-14)
Ele disse: “Eu sou o caminho a verdade e a vida, ninguém vem ao pai a não ser por mim.” (João 14.6). Ele é a porta, o pão da vida, a água viva que mata a sede, a luz do mundo. Não há como falar em salvação sem passar por Jesus Cristo porque Ele próprio é a salvação. Ele é o personagem principal e único que pode outorgar a salvação.
O PERSONAGEM PRINCIPAL DA IGREJA
“Ele é a cabeça do corpo, que é a igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a supremacia.” (v.18)
Assim como um corpo não tem vida sem a cabeça, uma igreja não existe à parte de Cristo. A palavra ‘cabeça’, no texto bíblico, pode ser interpretada também como ‘idealizador’. A igreja nasceu da mente de Cristo. Ele é a fonte, a origem da Igreja e por isso é Ele quem a governa e a dirige. É ele quem distribui os dons através do seu Espírito e conforme o Seu desígnio. Ele mesmo disse: “...e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do Hades não poderão vencê-la”. (Mt 16.18). Assim, o foco da igreja não é o templo ou os ministérios. O foco é Jesus. Basta refletirmos: Vemos ou não a glória da direção de Jesus e do Seu Reino estabelecido na Terra através da Igreja? Portanto, Ele é o personagem principal da igreja.
O PERSONAGEM PRINCIPAL DO NATAL
É por estas razões que Jesus é de fato o personagem principal do natal. Ele é especial porque Deus quis viver entre os homens! Isso reduz as festas, os presentes, os enfeites, o Papai Noel à sua insignificância! As festas, a comida, o feriado só têm sentido com Ele! Sem Jesus, não existe o natal! Ele é o personagem principal do Natal!
O PERSONAGEM PRINCIPAL DA SUA VIDA?
Entretanto, nada do que dissemos terá sentido se em primeiro lugar Jesus não for o personagem principal da sua vida. Em Romanos 10.9 está escrito: “Se você confessar com a sua boca que Jesus é o Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo.” Senhor significa dono. Dizer que Jesus é o Senhor, significa dizer que ele é o dono de nossas vidas. Se Jesus não for o personagem principal da sua vida, seu Natal será uma festa vazia, ou, na melhor das hipóteses, um feriado como outro qualquer. Jesus é importante independentemente de nós. Porém, ele deseja ser importante para nós! Jesus é importante para você? Ele tem sido o personagem principal de sua vida?
Colossenses 1.13-18
INTRODUÇÃO
Chegamos ao final desta série de mensagens natalinas sob o título “Os Personagens do Natal” e não poderia terminá-la sem meditarmos sobre o personagem principal, a razão de ser do natal: Jesus Cristo.
O PERSONAGEM PRINCIPAL DA CRIAÇÃO
“pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis; sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades; todas as coisas foram criadas por ele e para ele. (v.16)
Ele estava no principio com Deus, diz João 1.1-3: “No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus. Ele estava com Deus no princípio. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele; sem ele nada do que existe teria sido feito.” Tudo foi criado por meio dele e para Ele, as coisas visíveis e invisíveis. Jesus é, portanto, o centro de convergência de todas as coisas. Ele é o personagem principal da criação.
O PERSONAGEM PRINCIPAL DA HISTÓRIA
“é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a supremacia.” (v.18b)
Não existe sequer uma pessoa mais famosa que Jesus Cristo. Seu nome é o mais procurado na internet mundial. A história da humanidade é dividida em antes dele e depois dele. Nenhum personagem, em toda a história, por mais famoso que seja conseguiu isso. Até hoje, pessoas estão dispostos a morrer por Ele. Ele é o personagem principal da história.
O PERSONAGEM PRINCIPAL DE TODAS AS CRIATURAS
“o primogênito de toda a criação.” (v.15b).
Isso significa que é Ele o mais importante de todos os seres do Universo. Nenhum pacifista fez mais pela humanidade; nenhum psicólogo ajudou tantas pessoas; nenhum líder teve tantos seguidores, nenhum mestre ensinou mais. Ele é o primogênito de toda a criação. O personagem principal de todas as criaturas. Naturalmente o texto não se refere a Jesus ter sido criado primeiro, pois a palavra original aqui é protótokos que significa que Jesus é o primeiro em importância. É, portanto, um título de honra. Jesus é o personagem principal de todas as criaturas.
O PERSONAGEM PRINCIPAL DA MANUTENÇÃO DO UNIVERSO
“Ele é antes de todas as coisas, e nele tudo subsiste. (v.17)
Dizer que em Cristo tudo subsiste, é dizer que todas as coisas que existem estão abaixo dele, sob seu comando, governo e manutenção. Jesus é o Deus que cria, governa e sustenta todo o universo. Quem é que impulsiona a terra para que continue a girar? Quem é que sustenta os planetas suspensos no sistema solar? Quem mantém o combustível para que o sol nunca se apague? Em Hebreus 1:3a está escrito: “O Filho é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser, sustentando todas as coisas por sua palavra poderosa.” Jesus é o personagem principal da manutenção do universo.
O PERSONAGEM PRINCIPAL DO CONHECIMENTO DE DEUS
“Ele é a imagem do Deus invisível.” (v.15a)
Jesus é a revelação do próprio Deus. Ele mesmo disse a Filipe: “Quem me vê, vê o Pai.” (João 14.9). Como nós poderíamos conhecer a Deus senão por meio de Jesus? Se Deus é invisível, como conhecê-lo? Em Hebreus 1.1-2 está escrito: "Há muito tempo Deus falou muitas vezes e de várias maneiras aos nossos antepassados por meio dos profetas, mas nestes últimos dias falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e por meio de quem fez o universo.” Jesus é, sem dúvida, a maior revelação de Deus que temos. Ele é, portanto, o personagem principal do conhecimento de Deus.
O PERSONAGEM PRINCIPAL DA BÍBLIA
“Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda criação.” (v.15)
Outra maneira do Deus invisível se revelar foi através das Escrituras. O tema do AT é ‘Jesus virá’ e o do NT é ‘Jesus já veio e voltará’. Portanto, ‘Jesus Cristo’ é o tema central das Escrituras. Assim como as eras, a bíblia também é dividida em antes e depois de Cristo. Antes dele temos as promessas e profecias a seu respeito. Depois dele temos sua vida, seus ensinos e seus conselhos através dos apóstolos. Ele é o personagem principal da bíblia.
O PERSONAGEM PRINCIPAL DA SALVAÇÃO
“Pois ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado, em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados.” (vs.13-14)
Ele disse: “Eu sou o caminho a verdade e a vida, ninguém vem ao pai a não ser por mim.” (João 14.6). Ele é a porta, o pão da vida, a água viva que mata a sede, a luz do mundo. Não há como falar em salvação sem passar por Jesus Cristo porque Ele próprio é a salvação. Ele é o personagem principal e único que pode outorgar a salvação.
O PERSONAGEM PRINCIPAL DA IGREJA
“Ele é a cabeça do corpo, que é a igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a supremacia.” (v.18)
Assim como um corpo não tem vida sem a cabeça, uma igreja não existe à parte de Cristo. A palavra ‘cabeça’, no texto bíblico, pode ser interpretada também como ‘idealizador’. A igreja nasceu da mente de Cristo. Ele é a fonte, a origem da Igreja e por isso é Ele quem a governa e a dirige. É ele quem distribui os dons através do seu Espírito e conforme o Seu desígnio. Ele mesmo disse: “...e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do Hades não poderão vencê-la”. (Mt 16.18). Assim, o foco da igreja não é o templo ou os ministérios. O foco é Jesus. Basta refletirmos: Vemos ou não a glória da direção de Jesus e do Seu Reino estabelecido na Terra através da Igreja? Portanto, Ele é o personagem principal da igreja.
O PERSONAGEM PRINCIPAL DO NATAL
É por estas razões que Jesus é de fato o personagem principal do natal. Ele é especial porque Deus quis viver entre os homens! Isso reduz as festas, os presentes, os enfeites, o Papai Noel à sua insignificância! As festas, a comida, o feriado só têm sentido com Ele! Sem Jesus, não existe o natal! Ele é o personagem principal do Natal!
O PERSONAGEM PRINCIPAL DA SUA VIDA?
Entretanto, nada do que dissemos terá sentido se em primeiro lugar Jesus não for o personagem principal da sua vida. Em Romanos 10.9 está escrito: “Se você confessar com a sua boca que Jesus é o Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo.” Senhor significa dono. Dizer que Jesus é o Senhor, significa dizer que ele é o dono de nossas vidas. Se Jesus não for o personagem principal da sua vida, seu Natal será uma festa vazia, ou, na melhor das hipóteses, um feriado como outro qualquer. Jesus é importante independentemente de nós. Porém, ele deseja ser importante para nós! Jesus é importante para você? Ele tem sido o personagem principal de sua vida?
MARIA, A AGRACIADA
MARIA, A AGRACIADA
Lucas 1.26-38
INTRODUÇÃO
As primeiras representações iconográficas da Virgem Maria são as encontradas nas catacumbas romanas representando a Virgem Orante, ou seja , sozinha, em pé e de braços abertos. Também há representações suas em cenas retiradas da Bíblia ou dos Evangelhos Apócrifos. Com as resoluções do Concílio de Éfeso no ano 431, houve um grande incentivo ao culto da Virgem Maria, destacando-se o seu papel de ‘Mãe de Deus’. Desde então, as representações da Virgem com o Menino Jesus, foram se tornando cada vez mais comuns.
Quem foi Maria e o que ela representa para o cristianismo?
Nós que vivemos num país de predominância católica vemos a imagem de Maria estampada das mais diversas formas e cataloguei na internet no mínimo 120 nomes dados a ela, e, dentre estes os mais conhecidos por nós são: Virgem Maria, Maria de Fátima, Aparecida, etc.
Entretanto, diante de tudo isso, nós evangélicos preocupados em fugir da “mariolatria” acabamos por nos esquecer da importância que teve Maria para o cristianismo e é sobre isso que vamos meditar.
QUATRO ERROS SOBRE MARIA
Inicialmente, é preciso salientar quatro erros que são pregados pelo mundo afora com relação a Maria, os quais são:
1º Maria não é a mãe de Deus
Maria foi a mãe do Jesus histórico e humano, porque o Jesus divino antecede o Jesus histórico (João 1.1-3).
2º Maria não permaneceu virgem para sempre
Realmente Jesus nasceu de forma divina, através do Espírito Santo, mas, depois ela casou-se com José com quem teve outros filhos e são muitos os textos que podem comprovar isso, mas aqui fiquemos apenas com Mateus 13.55: “Não é este o filho do carpinteiro? O nome de sua mãe não é Maria, e não são seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas?”. Além disso, a bíblia não relata em lugar algum que José tenha sido polígamo, pelo contrário a sua conduta de vida e suas atitudes em relação ao período gestacional de Jesus por Maria demonstram que seria muito difícil que tivesse outra mulher.
3º Maria não foi elevada aos céus
Somente Jesus ascendeu aos céus. Para reforçar a mariolatria é que têm tentado dar a ela o poder de tal fenômeno.
4º Maria não é mediadora
Tentam ainda valorizar Maria dizendo que ela é mediadora entre Deus e os homens. Há uma frase utilizada em adesivos de carros que diz “peça à Mãe que o Filho atende”, porém, isso não tem qualquer respaldo bíblico. O mesmo acontece no popular filme brasileiro “O Alto da Compadecida”, onde Maria intercede por aqueles mortos que estariam fadados à perdição eterna. A bíblia relata que só há um mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem (I Tm 2.5).
Embora essas inverdades precisem ser afastadas, não podemos nos esquecer de outros atributos importantes de Maria que fizeram dela uma mulher especial, uma mulher de Deus, os quais passo a ressaltar aqui para nossa edificação espiritual.
MARIA FOI UM EXEMPLO COMO MULHER
É impossível que a escolha de Maria por Deus para gerar Jesus tenha sido feita aleatoriamente ou por sorteio. Certamente, tal escolha estava relacionada ao tipo de mulher que ela era.
Como sabemos as mulheres não eram valorizadas na sociedade, porém este quadro começa a ser modificado a partir do momento que Jesus surge na história, nascido do ventre de Maria.
Certamente, Maria era mulher de boa formação familiar e temente a Deus, ansiosa pelo cumprimento das promessas messiânicas, as quais entendeu muito bem ao receber a visita do anjo Gabriel em sua casa em Nazaré da Galiléia. Maria reunia condições morais, espirituais e familiares que a habilitavam para ser a mãe terrena do Filho de Deus.
José, com já vimos, que também possuía um excelente caráter percebeu isso nela e não a difamou perante a sociedade. O anjo de Deus impediu qualquer atitude de difamação certamente por saber que tipo de mulher era Maria.
Hoje vivemos numa sociedade moralmente corrompida onde inclusive as mulheres têm se submetido a uma condição vergonhosa, sendo tratadas como objetos espontaneamente. Deixaram de ser doces, para serem sensuais; de ser bonitas para serem insinuantes; de ser motivo de honra para ser objeto de prazer.
Que cada mulher cristã mire no exemplo da mulher que foi Maria e aprenda a desenvolver caráter e fé, vencer os obstáculos para gerar e criar seus filhos assim como fez Maria, mesmo tendo que fugir para o Egito gerando seu filho em péssimas condições numa estrebaria; e acima de tudo o ensinou o caminho de Deus, levando-o ao templo como mostram os textos bíblicos.
MARIA FOI UM EXEMPLO COMO SERVA
Só assume a condição de servo aquele que tem um relacionamento verdadeiro com seu Senhor. E este foi o caso de Maria.
Hoje temos visto muitas pessoas querendo ser servidas nas igrejas. Pastores que se tornam literalmente donos de suas igrejas. Pessoas que vêm ao culto somente em busca de receber bênçãos e nunca para doar.
Entretanto, não foi assim que Jesus praticou e ensinou: “Pois nem mesmo o Filho do Homem veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” (Mc 10.45).
De forma serena, Maria diz em Lucas 1.38: “Sou serva do Senhor; que aconteça comigo conforme a tua palavra.”
O servo é humilde e submisso. Maria conhecia o Senhor a quem servia e por isso acreditou que mesmo em meio a tantas adversidades em relação ao período gestacional e ao nascimento de Jesus, Deus sempre daria a saída perfeita.
MARIA FOI UM EXEMPLO DE CRISTÃ
O termo ‘cristão’ só iria acontecer muito tempo depois de Jesus, mas, certamente a idéia aqui não é de um cristianismo instituciolanizado como hoje se vê, mas, um cristianismo puro, verdadeiro, essencial. Aquele cristianismo que diz respeito ao seguir a Jesus, observando seu exemplo e obedecendo a seus ensinamentos.
Maria, assim como João Batista foi humilde e soube reconhecer o seu lugar e a supremacia de Jesus.
Assim, não entendemos porque os católicos insistem tanto em dar a Maria um papel e um lugar que ela nunca quis ocupar e nunca reivindicou para si.
Em Caná da Galiléia (Jo 2.1-11) Maria conversa com os serviçais e, diante da falta do vinho ela orienta: “Façam tudo o que ele vos mandar.” (v.5)
Maria reconheceu que a voz de Jesus é que deveria ser ouvida e nunca a sua. O verdadeiro cristão é aquele que segue a Cristo, ouve a sua voz e obedece a seus mandamentos e Maria certamente entendia isso claramente.
De fato Jesus era seu filho, mas também era o seu Senhor.
Hoje vemos que muitos cristãos não obedecem às ordens do Senhor Jesus e por isso perdem a oportunidade de desfrutar de seu poder maravilhoso.
Maria amou e serviu a Jesus até o trágico final de sua vida, quando chorou ao pé da cruz e foi ali consolada pelo então discípulo João.
Certamente, conforme Lucas 24, Jesus reapareceu a Maria, agora ressurreto, para lhe trazer esperança e alegria.
CONCLUSÃO
Para concluir, guardemos em nossos corações o Cântico de Maria (conhecido como Magnificat), que revela a autêntica demonstração de alguém que reconheceu a grandeza de Deus que lhe foi manifestada através da gloriosa honra de pode conceber em seu ventre ninguém menos que o Filho de Deus!
“Então disse Maria: ‘Minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, pois atentou para a humildade da sua serva. De agora em diante, todas as gerações me chamarão bem-aventurada, pois o Poderoso fez grandes coisas em meu favor; santo é o seu nome. A sua misericórdia estende-se aos que o temem, de geração em geração. Ele realizou poderosos feitos com seu braço; dispersou os que são soberbos no mais íntimo do coração. Derrubou governantes dos seus tronos, mas exaltou os humildes. Encheu de coisas boas os famintos, mas despediu de mãos vazias os ricos. Ajudou a seu servo Israel, lembrando-se da sua misericórdia para com Abraão e seus descendentes para sempre, como dissera aos nossos antepassados’.” (Lucas 1.46-55)
Lucas 1.26-38
INTRODUÇÃO
As primeiras representações iconográficas da Virgem Maria são as encontradas nas catacumbas romanas representando a Virgem Orante, ou seja , sozinha, em pé e de braços abertos. Também há representações suas em cenas retiradas da Bíblia ou dos Evangelhos Apócrifos. Com as resoluções do Concílio de Éfeso no ano 431, houve um grande incentivo ao culto da Virgem Maria, destacando-se o seu papel de ‘Mãe de Deus’. Desde então, as representações da Virgem com o Menino Jesus, foram se tornando cada vez mais comuns.
Quem foi Maria e o que ela representa para o cristianismo?
Nós que vivemos num país de predominância católica vemos a imagem de Maria estampada das mais diversas formas e cataloguei na internet no mínimo 120 nomes dados a ela, e, dentre estes os mais conhecidos por nós são: Virgem Maria, Maria de Fátima, Aparecida, etc.
Entretanto, diante de tudo isso, nós evangélicos preocupados em fugir da “mariolatria” acabamos por nos esquecer da importância que teve Maria para o cristianismo e é sobre isso que vamos meditar.
QUATRO ERROS SOBRE MARIA
Inicialmente, é preciso salientar quatro erros que são pregados pelo mundo afora com relação a Maria, os quais são:
1º Maria não é a mãe de Deus
Maria foi a mãe do Jesus histórico e humano, porque o Jesus divino antecede o Jesus histórico (João 1.1-3).
2º Maria não permaneceu virgem para sempre
Realmente Jesus nasceu de forma divina, através do Espírito Santo, mas, depois ela casou-se com José com quem teve outros filhos e são muitos os textos que podem comprovar isso, mas aqui fiquemos apenas com Mateus 13.55: “Não é este o filho do carpinteiro? O nome de sua mãe não é Maria, e não são seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas?”. Além disso, a bíblia não relata em lugar algum que José tenha sido polígamo, pelo contrário a sua conduta de vida e suas atitudes em relação ao período gestacional de Jesus por Maria demonstram que seria muito difícil que tivesse outra mulher.
3º Maria não foi elevada aos céus
Somente Jesus ascendeu aos céus. Para reforçar a mariolatria é que têm tentado dar a ela o poder de tal fenômeno.
4º Maria não é mediadora
Tentam ainda valorizar Maria dizendo que ela é mediadora entre Deus e os homens. Há uma frase utilizada em adesivos de carros que diz “peça à Mãe que o Filho atende”, porém, isso não tem qualquer respaldo bíblico. O mesmo acontece no popular filme brasileiro “O Alto da Compadecida”, onde Maria intercede por aqueles mortos que estariam fadados à perdição eterna. A bíblia relata que só há um mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem (I Tm 2.5).
Embora essas inverdades precisem ser afastadas, não podemos nos esquecer de outros atributos importantes de Maria que fizeram dela uma mulher especial, uma mulher de Deus, os quais passo a ressaltar aqui para nossa edificação espiritual.
MARIA FOI UM EXEMPLO COMO MULHER
É impossível que a escolha de Maria por Deus para gerar Jesus tenha sido feita aleatoriamente ou por sorteio. Certamente, tal escolha estava relacionada ao tipo de mulher que ela era.
Como sabemos as mulheres não eram valorizadas na sociedade, porém este quadro começa a ser modificado a partir do momento que Jesus surge na história, nascido do ventre de Maria.
Certamente, Maria era mulher de boa formação familiar e temente a Deus, ansiosa pelo cumprimento das promessas messiânicas, as quais entendeu muito bem ao receber a visita do anjo Gabriel em sua casa em Nazaré da Galiléia. Maria reunia condições morais, espirituais e familiares que a habilitavam para ser a mãe terrena do Filho de Deus.
José, com já vimos, que também possuía um excelente caráter percebeu isso nela e não a difamou perante a sociedade. O anjo de Deus impediu qualquer atitude de difamação certamente por saber que tipo de mulher era Maria.
Hoje vivemos numa sociedade moralmente corrompida onde inclusive as mulheres têm se submetido a uma condição vergonhosa, sendo tratadas como objetos espontaneamente. Deixaram de ser doces, para serem sensuais; de ser bonitas para serem insinuantes; de ser motivo de honra para ser objeto de prazer.
Que cada mulher cristã mire no exemplo da mulher que foi Maria e aprenda a desenvolver caráter e fé, vencer os obstáculos para gerar e criar seus filhos assim como fez Maria, mesmo tendo que fugir para o Egito gerando seu filho em péssimas condições numa estrebaria; e acima de tudo o ensinou o caminho de Deus, levando-o ao templo como mostram os textos bíblicos.
MARIA FOI UM EXEMPLO COMO SERVA
Só assume a condição de servo aquele que tem um relacionamento verdadeiro com seu Senhor. E este foi o caso de Maria.
Hoje temos visto muitas pessoas querendo ser servidas nas igrejas. Pastores que se tornam literalmente donos de suas igrejas. Pessoas que vêm ao culto somente em busca de receber bênçãos e nunca para doar.
Entretanto, não foi assim que Jesus praticou e ensinou: “Pois nem mesmo o Filho do Homem veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” (Mc 10.45).
De forma serena, Maria diz em Lucas 1.38: “Sou serva do Senhor; que aconteça comigo conforme a tua palavra.”
O servo é humilde e submisso. Maria conhecia o Senhor a quem servia e por isso acreditou que mesmo em meio a tantas adversidades em relação ao período gestacional e ao nascimento de Jesus, Deus sempre daria a saída perfeita.
MARIA FOI UM EXEMPLO DE CRISTÃ
O termo ‘cristão’ só iria acontecer muito tempo depois de Jesus, mas, certamente a idéia aqui não é de um cristianismo instituciolanizado como hoje se vê, mas, um cristianismo puro, verdadeiro, essencial. Aquele cristianismo que diz respeito ao seguir a Jesus, observando seu exemplo e obedecendo a seus ensinamentos.
Maria, assim como João Batista foi humilde e soube reconhecer o seu lugar e a supremacia de Jesus.
Assim, não entendemos porque os católicos insistem tanto em dar a Maria um papel e um lugar que ela nunca quis ocupar e nunca reivindicou para si.
Em Caná da Galiléia (Jo 2.1-11) Maria conversa com os serviçais e, diante da falta do vinho ela orienta: “Façam tudo o que ele vos mandar.” (v.5)
Maria reconheceu que a voz de Jesus é que deveria ser ouvida e nunca a sua. O verdadeiro cristão é aquele que segue a Cristo, ouve a sua voz e obedece a seus mandamentos e Maria certamente entendia isso claramente.
De fato Jesus era seu filho, mas também era o seu Senhor.
Hoje vemos que muitos cristãos não obedecem às ordens do Senhor Jesus e por isso perdem a oportunidade de desfrutar de seu poder maravilhoso.
Maria amou e serviu a Jesus até o trágico final de sua vida, quando chorou ao pé da cruz e foi ali consolada pelo então discípulo João.
Certamente, conforme Lucas 24, Jesus reapareceu a Maria, agora ressurreto, para lhe trazer esperança e alegria.
CONCLUSÃO
Para concluir, guardemos em nossos corações o Cântico de Maria (conhecido como Magnificat), que revela a autêntica demonstração de alguém que reconheceu a grandeza de Deus que lhe foi manifestada através da gloriosa honra de pode conceber em seu ventre ninguém menos que o Filho de Deus!
“Então disse Maria: ‘Minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, pois atentou para a humildade da sua serva. De agora em diante, todas as gerações me chamarão bem-aventurada, pois o Poderoso fez grandes coisas em meu favor; santo é o seu nome. A sua misericórdia estende-se aos que o temem, de geração em geração. Ele realizou poderosos feitos com seu braço; dispersou os que são soberbos no mais íntimo do coração. Derrubou governantes dos seus tronos, mas exaltou os humildes. Encheu de coisas boas os famintos, mas despediu de mãos vazias os ricos. Ajudou a seu servo Israel, lembrando-se da sua misericórdia para com Abraão e seus descendentes para sempre, como dissera aos nossos antepassados’.” (Lucas 1.46-55)
JOSÉ, O ILUSTRE ESQUECIDO
JOSÉ, O ILUSTRE ESQUECIDO
Mateus 1.18-25
INTRODUÇÃO
Sir Nicholas Winton é um britânico que organizou o resgate de cerca de 670 crianças judias na antiga Tchecoslováquia, salvando-as da morte certa nos campos de concentração nazistas. Não recebeu o título de justo entre as nações por ter descendência judaica. Quando questionado a esse respeito disse: “Minha atitude não teve nada de extraordinário, fiz isso para salvar crianças e não para receber prêmios”. Um herói quase anônimo, portanto.
O personagem do natal desta mensagem é alguém de extrema importância na história bíblica, no entanto quase anônimo ou esquecido, assim como Sir Nicholas Winton. Fala-se muito sobre Maria, mas não sobre José. Temos músicas que fazem referência a própria Maria e a tantos outros personagens bíblicos; mas nenhuma sobre José. Entretanto, mesmo com tão pouca referência bíblica, José se demonstra como um personagem notável. Vejamos quem era José e porque é um personagem importante na história do Natal.
QUEM FOI JOSÉ?
Descendente de Davi e Abraão
Provavelmente ele foi o escolhido e não Maria, pois Jesus deveria ser o descendente de Davi. Jesus tinha, portanto, que ser filho de José. É evidente que Maria teve seus méritos. Serva do Senhor; achou graça diante dele. Assim, Jesus nasceu na família certa. Um pai fiel e justo e uma mãe temente a Deus.
Será que nossos filhos nasceram na família certa? Eles podem dizer que somos pais fiéis e justos e mães tementes a Deus? Servimos realmente como exemplo para eles?
Era judeu nascido em Belém
De acordo com alguns teólogos e historiadores, José tinha entre 18 e 20 anos quando todas essas coisas aconteceram. Sempre imaginamos José um homem mais velho, como no quadro do pintor Guido Reni (Bolonha, Itália – 04/11/1575 à 08/08/1642), mas ao que tudo indica essa não era a verdade em relação ao pai de Jesus.
Marido de Maria e pai de Jesus
Não marido de Maria, mãe de Jesus. Ele era pai, um pai adotivo. A bíblia reconhece essa paternidade, pois apresenta Jesus como filho de Davi, que era descendente de José.
Ele era acima de tudo, um pai presente. Observemos que na história do nascimento de Jesus, era com José que os anjos falavam, dizendo para onde deveriam ir e quando deveriam voltar.
Era carpinteiro
Ofício que posteriormente ensinaria ao filho Jesus. É interessante pensar que Jesus tenha aprendido humildemente a exercer essa função. Você pode imaginar Jesus recebendo pedidos e reclamações, freqüentando casas de clientes para montagem de móveis, recebendo humilde e silenciosamente as orientações técnicas de seu pai? Que visão extraordinária seria poder presenciar isso!
Sua última aparição na bíblia foi em Lucas 2.48
O texto mostra que José estava aflito a procurava de Jesus. Não se sabe o que aconteceu a José depois disso. Alguns dizem que Maria teria ficado viúva (na crucificação, Jesus pede para seu discípulo João tomar conta de sua mãe).
Esse era José. O que ele fez? Quais atitudes de José revelam sua importância na história do nascimento de Jesus? Vejamos:
JOSÉ FOI JUSTO (vs.20-21)
Maria estava desposada com José, uma espécie de noivado mais sério. O ritual se resumia numa cerimônia em que se comprometiam ao casamento e, após um ano, passavam a residir juntos e ter relações sexuais. O compromisso era tão serio que se terminassem nesse período precisavam divorciar-se.
Entretanto, foi nesse intervalo que Maria ficou grávida. Que situação, tanto a de Maria quanto a de José! Traído antes do casamento, antes que ele fosse o primeiro (talvez tenha pensado num primeiro momento).
É a partir daí que os predicados de José começam a despontar. A bíblia diz que como ele era Justo não quis difamar a Maria. José não queria acabar com a reputação dela, deixá-la com má fama. A lei mandava apedrejar uma mulher que fosse pega em adultério.
O que aconteceu com a mulher adúltera? “A lei manda que a apedrejemos” – disseram aqueles que buscavam pegar Jesus em alguma falha.
A pergunta que fica é: Será que José não seria prejudicado pela sua decisão? As atitudes de José demonstram que tipo de homem ele era, ou seja, a escolha sempre acertada de Deus.
José decidiu ir embora secretamente para não difamá-la. Mas, se ele fizesse isso a má fama poderia recair sobre ele! Como alguém pode engravidar uma mulher nesse período e ir embora? Havia prometido casar-se com ela, usou-a e abandonou-a?
Certamente que não! José preferiu levar sobre si a má fama que Maria receberia, porque era homem justo! Haveria homem mais qualificado para ser o pai de Jesus?
Imaginemos a trindade conversando sobre quem seria o pai de Jesus: “Precisa ser um homem que quando ficar sabendo que a sua futura esposa está grávida não saia por aí fazendo escândalo, querendo apedrejar, arrastando-a a tribunais. Precisa ser um homem justo, que nos tema, e que também esteja ardentemente aguardando a redenção de Israel.”
José não estaria sendo injusto se apelasse para a Lei e levasse Maria ao tribunal. Estaria exercendo seus plenos direitos do ponto de vida humano. Entretanto, José não era justo por causa da justiça humana, mas era justo para Deus!
A justiça humana diz: ‘Procure seus direitos para exigir do próximo’. A justiça divina diz: ‘Abra mão dos seus direitos por amor ao próximo’.
O Dicionário da Bíblia de Almeida traz a seguinte definição para a palavra justo: “A pessoa que está corretamente relacionada com Deus pela fé e, por isso, procura nos seus pensamentos, motivos e ações obedecer àquilo que Deus, em sua Palavra, estabelece como modelo de vida”.
Esse era José! Se não tivesse essa característica, se não fosse justo, provavelmente não teria o privilégio de ser um personagem tão importante para o Natal!
Com certeza não era fácil para José ser justo segundo Deus, numa sociedade como aquela. Ele nasceu num contexto machista, duro de coração, que não perdoava o pecado do sexo fora ou antes do casamento consumado. O v.20 mostra que ele ficou pensando a respeito disso. Provavelmente não conseguia dormir refletindo nisso: “Como ela pôde fazer isso comigo? Quem será o pai dessa criança? Há quanto tempo venho sendo traído?” Perguntas estas normais a qualquer cidadão de bem.
Quando então José pega no sono, Deus lhe revela toda Sua gloriosa ação: "José, filho de Davi, não tema receber Maria como sua esposa, pois o que nela foi gerado procede do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e você deverá dar-lhe o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados". Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor dissera pelo profeta: ‘A virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e lhe chamarão Emanuel’ que significa ‘Deus conosco’."( vs.20-23)
JOSÉ FOI OBEDIENTE (vs.24,25)
O texto diz que José ouviu as instruções de Deus num sonho. Mas, quando acordou precisou seguir as instruções. É o que devemos sempre fazer.
Isso me faz lembrar duas situações: A primeira de Pedro, quando teve uma visão de Moisés e Elias juntos à Jesus, e queria fazer três tendas para ali ficar para sempre. “Bom é estarmos aqui”. Porém, essa nunca foi a proposta de Jesus. Eles precisavam voltar ao dia a dia e praticar o que estavam aprendendo. A segunda, quando Jesus foi elevado ao céu e os discípulos ficaram olhando pra cima. De repente surgiram anjos que disseram: “Porque vocês estão parados olhando? Ele vai voltar, ide!” Seria bom ficar parado olhando, curtindo o momento, mas era preciso ir.
Da mesma forma, José não poderia ficar sonhando, por isso ao acordar fez o que tinha que ser feito. Muitas vezes o culto é como o monte da transfiguração, é como ver Jesus subindo aos céus, enfim, é como o sonho de José. Recebemos instruções, ouvimos a Deus, até curtimos o momento. Dizemos como Pedro: “É bom que estejamos aqui”. Mas, é preciso se voltar para as coisas da vida e nelas praticar o que aprendemos. É preciso descer do monte, é preciso parar de olhar pra cima. É preciso obedecer!
I Samuel 15.22 diz: "Acaso tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e em sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? A obediência é melhor do que o sacrifício, e a submissão é melhor do que a gordura de carneiros”.
É triste ver pessoas que ouvem, cultuam, mas não obedecem, enfim, não mudam suas vidas! Pessoas que vivem no mundo da imaginação, dos sonhos, da contemplação, mas não acordam para obedecer a Deus no dia a dia!
Um pastor que conheci disse certa vez: “Você quer saber a vontade de Deus para sua vida? Comece obedecendo ao que já sabe! Ou seja, acorde, pratique pelo menos o que já aprendeu, obedeça!”
José acordou, levantou e foi obedecer. Certamente não foi fácil para ele fazer isso, mas ele o fez! Acreditou em Deus e agiu!
Agora você poderia até dizer: Mas Deus falou com ele e explicou o mal entendido. Poderia ser difícil antes de saber, mas depois que Deus explicou o que estava acontecendo tudo ficou mais fácil!
Porém, eu pergunto: Quantas vezes Deus já falou com você e você continua desobediente? Quantas pregações sobre fidelidade você já ouviu e ainda assim continua sendo infiel? Quantas vezes falou-se sobre a importância da comunhão e você continua magoado com seu irmão? Quantas vezes você já ouviu sobre a importância da freqüência aos cultos e você continua ausente? Quantas vezes foi doutrinado sobre evangelismo, missões, discipulado, etc; e você continua inerte?
Assim, eu torno a perguntar: Será que é mais fácil obedecer depois de ouvir a Deus? Se é, porque então, continuamos insubmissos e não obedecemos nossos pais? Porque somos infiéis na obra e no serviço cristão? Porque ainda somos desobedientes?
Foi difícil para José ser obediente naquele contexto, mas ainda assim ele obedeceu! Eu sei que é difícil pra você ser obediente a Deus no nosso contexto também. Eu sei, homens, que é difícil ser obediente numa cultura que diz que você é avaliado pelo que você tem. Eu sei, mulheres, que é difícil ser obediente numa cultura que, com a desculpa de igualdade, exige de vocês responsabilidades e mais responsabilidades. Eu sei, jovens e adolescentes, que é difícil ser obediente numa cultura onde quem não faz sexo, não fica, não bebe, não freqüenta baladas, tá por fora.
Entretanto, se Deus falou com você acorde e obedeça! José acordou e recebeu Maria como sua esposa porque era obediente. Foi um passo difícil a ser dado, porém, nove meses mais tarde, recebeu a recompensa de embalar em seus braços o Salvador do mundo!
CONCLUSÃO
O natal nos ensina sobre José que foi justo e obediente, por isso teve o privilégio de ser o pai de Jesus.
Assim como Sir Nicholas Winton, se perguntássemos a José se ele não se incomodou com seu anonimato tenho certeza que responderia: “Não fiz nada de extraordinário, fiz isso pelo meu Deus e não pela fama!”
Se você quer um natal de verdade se preocupe mais com a justiça do que com as festas. Se quiser um natal de verdade se preocupe mais em obedecer do que com os presentes. Se quiser um natal de verdade procure ser fiel a Deus e agir de maneira que glorifique ao Cristo nascido em Belém!
Mateus 1.18-25
INTRODUÇÃO
Sir Nicholas Winton é um britânico que organizou o resgate de cerca de 670 crianças judias na antiga Tchecoslováquia, salvando-as da morte certa nos campos de concentração nazistas. Não recebeu o título de justo entre as nações por ter descendência judaica. Quando questionado a esse respeito disse: “Minha atitude não teve nada de extraordinário, fiz isso para salvar crianças e não para receber prêmios”. Um herói quase anônimo, portanto.
O personagem do natal desta mensagem é alguém de extrema importância na história bíblica, no entanto quase anônimo ou esquecido, assim como Sir Nicholas Winton. Fala-se muito sobre Maria, mas não sobre José. Temos músicas que fazem referência a própria Maria e a tantos outros personagens bíblicos; mas nenhuma sobre José. Entretanto, mesmo com tão pouca referência bíblica, José se demonstra como um personagem notável. Vejamos quem era José e porque é um personagem importante na história do Natal.
QUEM FOI JOSÉ?
Descendente de Davi e Abraão
Provavelmente ele foi o escolhido e não Maria, pois Jesus deveria ser o descendente de Davi. Jesus tinha, portanto, que ser filho de José. É evidente que Maria teve seus méritos. Serva do Senhor; achou graça diante dele. Assim, Jesus nasceu na família certa. Um pai fiel e justo e uma mãe temente a Deus.
Será que nossos filhos nasceram na família certa? Eles podem dizer que somos pais fiéis e justos e mães tementes a Deus? Servimos realmente como exemplo para eles?
Era judeu nascido em Belém
De acordo com alguns teólogos e historiadores, José tinha entre 18 e 20 anos quando todas essas coisas aconteceram. Sempre imaginamos José um homem mais velho, como no quadro do pintor Guido Reni (Bolonha, Itália – 04/11/1575 à 08/08/1642), mas ao que tudo indica essa não era a verdade em relação ao pai de Jesus.
Marido de Maria e pai de Jesus
Não marido de Maria, mãe de Jesus. Ele era pai, um pai adotivo. A bíblia reconhece essa paternidade, pois apresenta Jesus como filho de Davi, que era descendente de José.
Ele era acima de tudo, um pai presente. Observemos que na história do nascimento de Jesus, era com José que os anjos falavam, dizendo para onde deveriam ir e quando deveriam voltar.
Era carpinteiro
Ofício que posteriormente ensinaria ao filho Jesus. É interessante pensar que Jesus tenha aprendido humildemente a exercer essa função. Você pode imaginar Jesus recebendo pedidos e reclamações, freqüentando casas de clientes para montagem de móveis, recebendo humilde e silenciosamente as orientações técnicas de seu pai? Que visão extraordinária seria poder presenciar isso!
Sua última aparição na bíblia foi em Lucas 2.48
O texto mostra que José estava aflito a procurava de Jesus. Não se sabe o que aconteceu a José depois disso. Alguns dizem que Maria teria ficado viúva (na crucificação, Jesus pede para seu discípulo João tomar conta de sua mãe).
Esse era José. O que ele fez? Quais atitudes de José revelam sua importância na história do nascimento de Jesus? Vejamos:
JOSÉ FOI JUSTO (vs.20-21)
Maria estava desposada com José, uma espécie de noivado mais sério. O ritual se resumia numa cerimônia em que se comprometiam ao casamento e, após um ano, passavam a residir juntos e ter relações sexuais. O compromisso era tão serio que se terminassem nesse período precisavam divorciar-se.
Entretanto, foi nesse intervalo que Maria ficou grávida. Que situação, tanto a de Maria quanto a de José! Traído antes do casamento, antes que ele fosse o primeiro (talvez tenha pensado num primeiro momento).
É a partir daí que os predicados de José começam a despontar. A bíblia diz que como ele era Justo não quis difamar a Maria. José não queria acabar com a reputação dela, deixá-la com má fama. A lei mandava apedrejar uma mulher que fosse pega em adultério.
O que aconteceu com a mulher adúltera? “A lei manda que a apedrejemos” – disseram aqueles que buscavam pegar Jesus em alguma falha.
A pergunta que fica é: Será que José não seria prejudicado pela sua decisão? As atitudes de José demonstram que tipo de homem ele era, ou seja, a escolha sempre acertada de Deus.
José decidiu ir embora secretamente para não difamá-la. Mas, se ele fizesse isso a má fama poderia recair sobre ele! Como alguém pode engravidar uma mulher nesse período e ir embora? Havia prometido casar-se com ela, usou-a e abandonou-a?
Certamente que não! José preferiu levar sobre si a má fama que Maria receberia, porque era homem justo! Haveria homem mais qualificado para ser o pai de Jesus?
Imaginemos a trindade conversando sobre quem seria o pai de Jesus: “Precisa ser um homem que quando ficar sabendo que a sua futura esposa está grávida não saia por aí fazendo escândalo, querendo apedrejar, arrastando-a a tribunais. Precisa ser um homem justo, que nos tema, e que também esteja ardentemente aguardando a redenção de Israel.”
José não estaria sendo injusto se apelasse para a Lei e levasse Maria ao tribunal. Estaria exercendo seus plenos direitos do ponto de vida humano. Entretanto, José não era justo por causa da justiça humana, mas era justo para Deus!
A justiça humana diz: ‘Procure seus direitos para exigir do próximo’. A justiça divina diz: ‘Abra mão dos seus direitos por amor ao próximo’.
O Dicionário da Bíblia de Almeida traz a seguinte definição para a palavra justo: “A pessoa que está corretamente relacionada com Deus pela fé e, por isso, procura nos seus pensamentos, motivos e ações obedecer àquilo que Deus, em sua Palavra, estabelece como modelo de vida”.
Esse era José! Se não tivesse essa característica, se não fosse justo, provavelmente não teria o privilégio de ser um personagem tão importante para o Natal!
Com certeza não era fácil para José ser justo segundo Deus, numa sociedade como aquela. Ele nasceu num contexto machista, duro de coração, que não perdoava o pecado do sexo fora ou antes do casamento consumado. O v.20 mostra que ele ficou pensando a respeito disso. Provavelmente não conseguia dormir refletindo nisso: “Como ela pôde fazer isso comigo? Quem será o pai dessa criança? Há quanto tempo venho sendo traído?” Perguntas estas normais a qualquer cidadão de bem.
Quando então José pega no sono, Deus lhe revela toda Sua gloriosa ação: "José, filho de Davi, não tema receber Maria como sua esposa, pois o que nela foi gerado procede do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e você deverá dar-lhe o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados". Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor dissera pelo profeta: ‘A virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e lhe chamarão Emanuel’ que significa ‘Deus conosco’."( vs.20-23)
JOSÉ FOI OBEDIENTE (vs.24,25)
O texto diz que José ouviu as instruções de Deus num sonho. Mas, quando acordou precisou seguir as instruções. É o que devemos sempre fazer.
Isso me faz lembrar duas situações: A primeira de Pedro, quando teve uma visão de Moisés e Elias juntos à Jesus, e queria fazer três tendas para ali ficar para sempre. “Bom é estarmos aqui”. Porém, essa nunca foi a proposta de Jesus. Eles precisavam voltar ao dia a dia e praticar o que estavam aprendendo. A segunda, quando Jesus foi elevado ao céu e os discípulos ficaram olhando pra cima. De repente surgiram anjos que disseram: “Porque vocês estão parados olhando? Ele vai voltar, ide!” Seria bom ficar parado olhando, curtindo o momento, mas era preciso ir.
Da mesma forma, José não poderia ficar sonhando, por isso ao acordar fez o que tinha que ser feito. Muitas vezes o culto é como o monte da transfiguração, é como ver Jesus subindo aos céus, enfim, é como o sonho de José. Recebemos instruções, ouvimos a Deus, até curtimos o momento. Dizemos como Pedro: “É bom que estejamos aqui”. Mas, é preciso se voltar para as coisas da vida e nelas praticar o que aprendemos. É preciso descer do monte, é preciso parar de olhar pra cima. É preciso obedecer!
I Samuel 15.22 diz: "Acaso tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e em sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? A obediência é melhor do que o sacrifício, e a submissão é melhor do que a gordura de carneiros”.
É triste ver pessoas que ouvem, cultuam, mas não obedecem, enfim, não mudam suas vidas! Pessoas que vivem no mundo da imaginação, dos sonhos, da contemplação, mas não acordam para obedecer a Deus no dia a dia!
Um pastor que conheci disse certa vez: “Você quer saber a vontade de Deus para sua vida? Comece obedecendo ao que já sabe! Ou seja, acorde, pratique pelo menos o que já aprendeu, obedeça!”
José acordou, levantou e foi obedecer. Certamente não foi fácil para ele fazer isso, mas ele o fez! Acreditou em Deus e agiu!
Agora você poderia até dizer: Mas Deus falou com ele e explicou o mal entendido. Poderia ser difícil antes de saber, mas depois que Deus explicou o que estava acontecendo tudo ficou mais fácil!
Porém, eu pergunto: Quantas vezes Deus já falou com você e você continua desobediente? Quantas pregações sobre fidelidade você já ouviu e ainda assim continua sendo infiel? Quantas vezes falou-se sobre a importância da comunhão e você continua magoado com seu irmão? Quantas vezes você já ouviu sobre a importância da freqüência aos cultos e você continua ausente? Quantas vezes foi doutrinado sobre evangelismo, missões, discipulado, etc; e você continua inerte?
Assim, eu torno a perguntar: Será que é mais fácil obedecer depois de ouvir a Deus? Se é, porque então, continuamos insubmissos e não obedecemos nossos pais? Porque somos infiéis na obra e no serviço cristão? Porque ainda somos desobedientes?
Foi difícil para José ser obediente naquele contexto, mas ainda assim ele obedeceu! Eu sei que é difícil pra você ser obediente a Deus no nosso contexto também. Eu sei, homens, que é difícil ser obediente numa cultura que diz que você é avaliado pelo que você tem. Eu sei, mulheres, que é difícil ser obediente numa cultura que, com a desculpa de igualdade, exige de vocês responsabilidades e mais responsabilidades. Eu sei, jovens e adolescentes, que é difícil ser obediente numa cultura onde quem não faz sexo, não fica, não bebe, não freqüenta baladas, tá por fora.
Entretanto, se Deus falou com você acorde e obedeça! José acordou e recebeu Maria como sua esposa porque era obediente. Foi um passo difícil a ser dado, porém, nove meses mais tarde, recebeu a recompensa de embalar em seus braços o Salvador do mundo!
CONCLUSÃO
O natal nos ensina sobre José que foi justo e obediente, por isso teve o privilégio de ser o pai de Jesus.
Assim como Sir Nicholas Winton, se perguntássemos a José se ele não se incomodou com seu anonimato tenho certeza que responderia: “Não fiz nada de extraordinário, fiz isso pelo meu Deus e não pela fama!”
Se você quer um natal de verdade se preocupe mais com a justiça do que com as festas. Se quiser um natal de verdade se preocupe mais em obedecer do que com os presentes. Se quiser um natal de verdade procure ser fiel a Deus e agir de maneira que glorifique ao Cristo nascido em Belém!
OS PASTORES NO CAMPO E O SHOW MAIS CARO DO MUNDO
OS PASTORES NO CAMPO
E O SHOW MAIS CARO DO MUNDO
Lucas 2:8-20
Introdução
Uma das coisas mais curiosas que cercam o nascimento de Jesus é o fato de ele ter nascido de maneira pobre e entre os pobres.
Dentre essas pessoas pobres que fazem parte da história do nascimento de Jesus, estão os pastores de ovelhas, pessoas desprezadas do ponto de vista do costume judeu, ao ponto de, sequer, poderem servir de testemunhas em tribunais; além de serem conhecidos por não serem bons guardiães da lei de Moisés.
Mas, ao que tudo indica, esses pastores eram homens devotos que assim como muitos, esperavam a vinda do Libertador de Israel. Caso contrário, não haveria motivo para acreditarmos porque Deus teria se revelado a eles através dos anjos.
Você que é pai ou mãe, pense: Quando seu primeiro filho nasceu qual foi a primeira pessoa que você avisou? Avós? Um irmão? O melhor amigo ou a melhor amiga? O pastor? Afinal, a quem você avisou primeiro?
Pense quando você começou a namorar a pessoa amada. A quem você avisou primeiro? Ou quando conseguiu o primeiro emprego ou passou no vestibular para a faculdade. Qual a pessoa que julgou mais importante para que recebesse a noticia em primeira mão?
Pois bem. Deus escolheu os pastores que estavam no campo para lhes anunciar em “primeira mão” sobre o nascimento de Seu Filho!
E como foi este anúncio? Embora sempre olhemos para a humildade do nascimento de Jesus, sua chegada foi cercada de grandeza e esplendor como jamais visto em toda terra.
Abrem-se as cortinas...
O v.9 diz que o anjo do Senhor veio sobre os pastores e em seguida a glória de Deus os cercou de resplendor. Um grande brilho rodeou aqueles pastores. O texto revela que houve temor por parte deles.
Em primeiro lugar o anjo lhes restabelece a confiança. Ele diz: “Não temais!” (v.10).
O anjo diz que chegaram as “boas novas” para todo o povo judeu. Surge aqui então, pela primeira vez, o termo “boas novas” que seria futuramente aplicado à anunciação do evangelho pelo mundo.
O v.11 diz: “Hoje, na cidade de Davi (Belém) vos nasceu o Salvador que é Cristo, o Senhor”.
Ricas são essas palavras.
Ricas porque o nascimento em Belém é um cumprimento profético.
Ricas porque Jesus é apresentado como Salvador, exatamente como os homens o esperavam.
Ricas porque revelam a pessoa do próprio Cristo que significa o Ungido de Deus.
Ricas porque não o mostram como um Senhor, mas como “O Senhor”.
O v.12 é interessante. Os pastores não disseram que iriam até Jesus, mas, o anjo já lhes dá a referência como um imperativo. Diante de uma visão tão gloriosa seria impossível manter-se parado no mesmo local. A partir dali se tornaria ardente o desejo de ver o menino nascido em Belém.
A referência dos anjos para tanto é bem clara: o menino estaria envolto em panos e deitado em uma manjedoura. Certamente muitos recém nascidos naquela ocasião também estivessem envoltos em panos, mas, certamente, só Jesus estaria deitado em uma manjedoura.
Começa o espetáculo...
Os vs.13,14 mostram que apareceu um grande coro de anjos cantando “Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens”.
Há muitas verdades na letra desse cântico:
Primeiro, “glória a Deus nas alturas”; uma preliminar para que realmente haja paz na terra.
Segundo, “paz na terra”, que não significa uma paz efêmera, mas algo divino eterno e constante mesmo em meio às tribulações.
Terceiro, “boa vontade para com os homens”. Isso mostra o favor de Deus para aqueles que ouvissem a voz de Jesus. Outra tradução diz “àqueles a quem ele concede o seu favor” demonstrando que aqueles que se rendem aos pés de Jesus são os que desfrutam da paz que só ele pode oferecer.
Quando os pastores viram o menino Jesus, exatamente como haviam descrito os anjos (vs.17,18), ficaram maravilhados e voltaram não como vieram, mas com seus corações cheios de alegria e começaram a divulgar por todos os lugares por onde passavam. Havia algo especial nele. Mesmo deitado em uma humilde manjedoura.
Lições para nossas vidas:
OS ANJOS. Porque o espetáculo dos anjos aos pastores foi o show mais caro do mundo? O que o faz ser tão valioso? Qual preço poderia se cobrar por um espetáculo como este? Este show não foi valioso porque foram anjos, ou porque este coro era perfeitamente afinado e os músicos eram os melhores que pudessem existir, ou ainda porque independentemente da acústica local a audição era absolutamente perfeita. Ele foi valioso por causa do seu conteúdo.
1. Os anjos não estavam preocupados com o tipo de platéia que teriam e nem com o poder aquisitivo ou influenciador que aqueles pastores possuíam (v.13).
2. Os anjos glorificaram unicamente a Deus. Não glorificaram a si mesmos. Não “coisificaram” a pessoa de Jesus nos objetos do natal, mas, louvaram o nascimento da salvação de Israel (v.14).
3. Os anjos expressaram palavras de salvação, mostrando o tipo de ministério que marcaria a passagem de Jesus por este mundo (v.11).
OS PASTORES. Porque a atuação deles foi tão marcante a ponto de figurarem na história de Jesus de maneira inesquecível?
1. Os pastores, como muitos homens justos e piedosos do seu tempo, aguardavam com ansiedade e esperança a vinda do Salvador (v.15).
2. Os pastores tinham o temor de Deus. Quando viram o anjo de Deus se atemorizaram, diz o texto. Temor de Deus é característica fundamental para que alguém possa ser reconhecido como um servo de Jesus Cristo (v.9).
3. Os pastores não puderam esperar para ver o menino nascido em Belém. O texto nos mostra que imediatamente foram para lá a fim de contemplarem com seus próprios olhos a libertação de Deus (v.15).
4. Os pastores não contiveram o desejo de divulgar. Assim que viram o menino Jesus, saíram por todos os lugares por onde passavam anunciando que o Filho de Deus havia chegado (v.17).
“Os pastores voltaram glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham visto e ouvido...” (v.20)
E O SHOW MAIS CARO DO MUNDO
Lucas 2:8-20
Introdução
Uma das coisas mais curiosas que cercam o nascimento de Jesus é o fato de ele ter nascido de maneira pobre e entre os pobres.
Dentre essas pessoas pobres que fazem parte da história do nascimento de Jesus, estão os pastores de ovelhas, pessoas desprezadas do ponto de vista do costume judeu, ao ponto de, sequer, poderem servir de testemunhas em tribunais; além de serem conhecidos por não serem bons guardiães da lei de Moisés.
Mas, ao que tudo indica, esses pastores eram homens devotos que assim como muitos, esperavam a vinda do Libertador de Israel. Caso contrário, não haveria motivo para acreditarmos porque Deus teria se revelado a eles através dos anjos.
Você que é pai ou mãe, pense: Quando seu primeiro filho nasceu qual foi a primeira pessoa que você avisou? Avós? Um irmão? O melhor amigo ou a melhor amiga? O pastor? Afinal, a quem você avisou primeiro?
Pense quando você começou a namorar a pessoa amada. A quem você avisou primeiro? Ou quando conseguiu o primeiro emprego ou passou no vestibular para a faculdade. Qual a pessoa que julgou mais importante para que recebesse a noticia em primeira mão?
Pois bem. Deus escolheu os pastores que estavam no campo para lhes anunciar em “primeira mão” sobre o nascimento de Seu Filho!
E como foi este anúncio? Embora sempre olhemos para a humildade do nascimento de Jesus, sua chegada foi cercada de grandeza e esplendor como jamais visto em toda terra.
Abrem-se as cortinas...
O v.9 diz que o anjo do Senhor veio sobre os pastores e em seguida a glória de Deus os cercou de resplendor. Um grande brilho rodeou aqueles pastores. O texto revela que houve temor por parte deles.
Em primeiro lugar o anjo lhes restabelece a confiança. Ele diz: “Não temais!” (v.10).
O anjo diz que chegaram as “boas novas” para todo o povo judeu. Surge aqui então, pela primeira vez, o termo “boas novas” que seria futuramente aplicado à anunciação do evangelho pelo mundo.
O v.11 diz: “Hoje, na cidade de Davi (Belém) vos nasceu o Salvador que é Cristo, o Senhor”.
Ricas são essas palavras.
Ricas porque o nascimento em Belém é um cumprimento profético.
Ricas porque Jesus é apresentado como Salvador, exatamente como os homens o esperavam.
Ricas porque revelam a pessoa do próprio Cristo que significa o Ungido de Deus.
Ricas porque não o mostram como um Senhor, mas como “O Senhor”.
O v.12 é interessante. Os pastores não disseram que iriam até Jesus, mas, o anjo já lhes dá a referência como um imperativo. Diante de uma visão tão gloriosa seria impossível manter-se parado no mesmo local. A partir dali se tornaria ardente o desejo de ver o menino nascido em Belém.
A referência dos anjos para tanto é bem clara: o menino estaria envolto em panos e deitado em uma manjedoura. Certamente muitos recém nascidos naquela ocasião também estivessem envoltos em panos, mas, certamente, só Jesus estaria deitado em uma manjedoura.
Começa o espetáculo...
Os vs.13,14 mostram que apareceu um grande coro de anjos cantando “Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens”.
Há muitas verdades na letra desse cântico:
Primeiro, “glória a Deus nas alturas”; uma preliminar para que realmente haja paz na terra.
Segundo, “paz na terra”, que não significa uma paz efêmera, mas algo divino eterno e constante mesmo em meio às tribulações.
Terceiro, “boa vontade para com os homens”. Isso mostra o favor de Deus para aqueles que ouvissem a voz de Jesus. Outra tradução diz “àqueles a quem ele concede o seu favor” demonstrando que aqueles que se rendem aos pés de Jesus são os que desfrutam da paz que só ele pode oferecer.
Quando os pastores viram o menino Jesus, exatamente como haviam descrito os anjos (vs.17,18), ficaram maravilhados e voltaram não como vieram, mas com seus corações cheios de alegria e começaram a divulgar por todos os lugares por onde passavam. Havia algo especial nele. Mesmo deitado em uma humilde manjedoura.
Lições para nossas vidas:
OS ANJOS. Porque o espetáculo dos anjos aos pastores foi o show mais caro do mundo? O que o faz ser tão valioso? Qual preço poderia se cobrar por um espetáculo como este? Este show não foi valioso porque foram anjos, ou porque este coro era perfeitamente afinado e os músicos eram os melhores que pudessem existir, ou ainda porque independentemente da acústica local a audição era absolutamente perfeita. Ele foi valioso por causa do seu conteúdo.
1. Os anjos não estavam preocupados com o tipo de platéia que teriam e nem com o poder aquisitivo ou influenciador que aqueles pastores possuíam (v.13).
2. Os anjos glorificaram unicamente a Deus. Não glorificaram a si mesmos. Não “coisificaram” a pessoa de Jesus nos objetos do natal, mas, louvaram o nascimento da salvação de Israel (v.14).
3. Os anjos expressaram palavras de salvação, mostrando o tipo de ministério que marcaria a passagem de Jesus por este mundo (v.11).
OS PASTORES. Porque a atuação deles foi tão marcante a ponto de figurarem na história de Jesus de maneira inesquecível?
1. Os pastores, como muitos homens justos e piedosos do seu tempo, aguardavam com ansiedade e esperança a vinda do Salvador (v.15).
2. Os pastores tinham o temor de Deus. Quando viram o anjo de Deus se atemorizaram, diz o texto. Temor de Deus é característica fundamental para que alguém possa ser reconhecido como um servo de Jesus Cristo (v.9).
3. Os pastores não puderam esperar para ver o menino nascido em Belém. O texto nos mostra que imediatamente foram para lá a fim de contemplarem com seus próprios olhos a libertação de Deus (v.15).
4. Os pastores não contiveram o desejo de divulgar. Assim que viram o menino Jesus, saíram por todos os lugares por onde passavam anunciando que o Filho de Deus havia chegado (v.17).
“Os pastores voltaram glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham visto e ouvido...” (v.20)
SIMEÃO, UM CÂNTICO DE SALVAÇÃO
SIMEÃO, UM CÂNTICO DE SALVAÇÃO
Lucas 2.21-40
INTRODUÇÃO
O costume de se apresentar crianças no templo é antigo. Ele vem desde os tempos do Velho Testamento. Tanto para eles como para nós hoje, a apresentação de nossos filhos no templo tem o significado de consagração de suas vidas e de seu futuro a Deus.
A história inicia mostrando no v.21 que Jesus foi circuncidado ao oitavo dia assim como Deus havia determinado a Abrão quando do nascimento de seu primeiro filho Ismael, em sinal da aliança que seria firmada com o povo escolhido (Gn 17.12). Jesus assim o fez e Paulo confirma esse ato em Gl 4.4,5 que Ele nasceu “sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei” e assim se sujeitou às exigências da lei. Porém, a enfase do versículo não é a circuncisão, mas, a confirmação do nome dado por determinação do anjo: “Jesus”.
Nos vs.22-24 aparecem duas cerimônias: a apresentação do menino e a purificação da mãe. Embora Lucas não mencione, segundo a lei de Moisés, certamente cinco ciclos foram pagos para redimir o primogênito Jesus quando de sua apresentação no templo (Nm 18.15-16). Quanto a purificação de Maria, segundo a lei, depois do nascimento de um filho uma mulher ficaria impura por sete dias até a cincuncisão do menino, e que, por mais trinta e três dias, deveria manter-se afastada de todas as coisas sagradas. Caso fosse uma filha, a mãe deveria ficar afastada pelo dobro do tempo. Nessa ocasião ofereceria uma sacrifício de um cordeiro ou uma pomba, dependendo da condição financeira familiar (Lv 12). O v.24 mostra que a oferta de Maria foi a oferta de uma pessoa pobre.
É nesse ponto da história que surge Simeão.
O texto bíblico não diz quem é esse homem. Se era um sacerdote ou um cidadão importante. As únicas referências pessoais que temos dele são aquelas contidas no v.25.
O texto diz que Simeão morava em Jerusalém e que era justo e piedoso. Isso mostra que era um homem cuidadoso no que concerne as coisas religiosas.
O texto também diz que ele esperava a consolação de Israel. Diante da opressão dos romanos, homens de fé olhavam mais ansiosamente para o Libertador de Israel.
Finalmente o texto diz que o Espírito Santo estava sobre ele. Se o texto está dizendo que estava constantemente sobre ele, trata-se de uma raridade, já que ainda se vivia a antiga dispensação onde o Espirito Santo habitava temporariamente nas pessoas.
O v.26 diz que o mesmo Espírito de Deus, com quem vivia em comunhão (Eugene H. Peterson) havia lhe revelado em algum momento e de alguma forma que ele não morreria sem antes ver o Cristo do Senhor e o mesmo Espírito o compele a ir ao templo no exato instante em que José, Maria e o menino Jesus lá estão para o cumprimento dos procedimentos da lei.
O CÂNTICO DE SIMEÃO
É, portanto, nesse contexto que no v.28 Simeão toma o bebê Jesus em seus braços e canta um cântico de louvor a Deus, declarando que:
A paz estava sendo renovada pela esperança do nascimento de Jesus (vs.29,30)
Agora ele até poderia morrer em paz porque a esperança de Israel já estava diante dos seus olhos. A esperança nas coisas de Deus é eterna e sublime, ultrapassa as barrreiras de vida ou morte. A morte aqui tem significado não de fim, mas, de libertação, como um livramento de uma longa tarefa.
Jesus é a salvação para todos os povos (vs. 31-32)
O texto é claro ao mostrar que a salvação em Jesus não é para uma só nação individualmente, mas, sim, para todas elas. Isto significa transposição de barreiras culturais, sociais, políticas e econômicas em todos os seus âmbitos. Jesus não seria somente o rei de Israel, mas o rei das nações, com dito em Apocalipse 15.
A missão salvadora de Jesus parte de seu povo e se estende até os confins da terra (v.32)
Israel veria a glória no seu sentido mais claro quando visse o filho de Deus em meio aos homens, mas a luz de Cristo irradiaria para todos os povos (gentios), a partir da igreja. Certamente o cântico de Simeão é, acima de tudo, uma revelação missionária!
A PROFECIA DE SIMEÃO
O v.33 diz que José e Maria ficaram admirados com o que fora dito por Simeão através de uma canção a respeito de Jesus. Não era pra menos. Tudo confirmava sua missão terrena.
Mas, nem tudo são flores.
O que se segue na profecia de Simeão demonstra que a salvação seria comprada a um preço alto e isso é revelado de forma sombria.
Na verdade, Simeão prediz uma benção aos pais de Jesus e, através de palavras enigmáticas, ele profetiza:
A salvação
(“...este menino está destinado a causar a queda e o soerguimento de muitos em Israel...“ v.34b). É necessário que os homens percam seu orgulho e aceitem a Jesus humildemente. Sem reconhecimento de culpa, não há perdão.
A renúncia
(“...e a ser um sinal de contradição, de modo que o pensamento de muitos corações será revelado...” vs.34c,35a). Isto aponta a ação de Deus. Contradição é ir contra a tradição. É, portanto, mudança de rumo e direção. É deixar pra trás rituais vazios e entregar-se a uma nova vida, sem reservas, porque Deus sondará os corações e revelará suas reais motivações.
A dor
(“Quanto a você, uma espada atravessará a sua alma.” v.35b). Essa espada que atravessaria a alma de Maria seria a morte de Jesus. As palavras finais de Simeão apontam para a missão salvívica de Jesus através da morte dolorosa na cruz.
AS AÇÕES DE GRAÇA DA PROFETISA ANA
Agora Lucas trata nos vs.36-38 sobre uma profetisa de nome Ana da qual o texto diz que fazia parte dos remanescentes da tribo de Aser que teria sido casada por 7 anos e permaceu viúva até a idade de 84 anos. O texto diz ainda que ela nunca deixava o templo, adorava a Deus jejuando e orando dia e noite.
O que o texto quer nos mostrar (v.38) é que a presença dessa mulher temente e piedosa é um testemunho até mesmo precoce do ministério terreno de Jesus na medida em que ela deu graças a Deus e passou a anunciar a todos os que esperavam a redenção de Israel sobre o menino nascido.
Ana confirma em seu louvor tudo aquilo que Simeão havia dito aos pais de Jesus. A confirmação dos propósitos divinos é algo essencial para o êxito de uma missão espiritual para qual somos todos chamados. Deus tem confirmado a obra de Suas mãos em sua vida?
CONCEITOS PARA O NOSSO VIVER
A singela menção por Lucas desses dois personagens do natal de Jesus, mostram características de suas vidas que podem nos dar alguns conceitos preciosos para o viver:
Precisamos ter fé nas promessas de Deus para nossos dias.
Simeão era um homem de fé. O texto diz que ele aguardava com ansiedade a libertação de Israel. Ansiedade aqui não tem a ver com impaciência, mas com esperança e segurança. Nós temos tido fé suficiente para aguardar o cumprimento das promessas de Deus em nosso tempo?
Precisamos ter uma vida religiosa justa e piedosa.
Simeão era um homem justo e piedoso. Isso mostra que era um homem cuidadoso no que concerne as coisas religiosas. Você tem sido preocupado com sua vida religiosa? Sabemos que é Jesus quem salva, mas, sabemos também que a nossa religião nos mantêm ligado a Ele através do aprendizado e do serviço cristão. Você tem tido uma vida justa e piedosa buscando praticar as coisas concernentes ao evangelho do reino de Deus em primeiro lugar através de uma religiosidade sincera?
Precisamos lembrar que somos templos do Espírito Santo.
Simeão tinha o Espírito Santo sobre ele. Naquele tempo o Espírito Santo não habitava nos homens, mas, possivelmente Simeão foi um caso raro de habitação. Hoje somos templo do Espirito Santo, pois, Ele habita dentro de nós. A pergunta que se faz é: Temos nos lembrado todos os dias que nossos corpos são habitação, ou seja, o templo do Espírito Santo de Deus e temos dado mostras disso?
Precisamos viver uma vida de constante devoção ao Senhor.
Ana nunca deixava o templo, adorava a Deus jejuando e orando dia e noite. Isso implica em devoção. Será que temos ido às reuniões da igreja frequentemente, colocado as coisas do Reino de Deus em primeiro lugar nas nossas vidas e suplicado ao Senhor com toda devoção, inclusive com jejum e oração?
Precisamos anunciar ao mundo a maravilha do nascimento de Jesus.
Ana testemunhou do menino Jesus com alegria para todos os que esperavam a redenção de Israel. Hoje o mundo clama por salvação e nós temos a palavra de esperança. Que neste natal façamos como Ana que anunciou a todos sobre a maravilha do nascimento de Jesus.
CONCLUSÃO
O texto termina nos vs.39,40 mostrando que José e Maria cumpriram o costume de seu povo conforme as profecias e por esta criação bendita e pela atuação de Deus, Jesus crescia e a graça de Deus estava sobre ele:
“Depois de terem feito tudo o que era exigido pela Lei do Senhor, voltaram para sua própria cidade, Nazaré, na Galiléia. O menino crescia e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele”. (Lc 2.39,40)
E nós, será que estamos quites diante de de Deus e dos homens?
Lucas 2.21-40
INTRODUÇÃO
O costume de se apresentar crianças no templo é antigo. Ele vem desde os tempos do Velho Testamento. Tanto para eles como para nós hoje, a apresentação de nossos filhos no templo tem o significado de consagração de suas vidas e de seu futuro a Deus.
A história inicia mostrando no v.21 que Jesus foi circuncidado ao oitavo dia assim como Deus havia determinado a Abrão quando do nascimento de seu primeiro filho Ismael, em sinal da aliança que seria firmada com o povo escolhido (Gn 17.12). Jesus assim o fez e Paulo confirma esse ato em Gl 4.4,5 que Ele nasceu “sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei” e assim se sujeitou às exigências da lei. Porém, a enfase do versículo não é a circuncisão, mas, a confirmação do nome dado por determinação do anjo: “Jesus”.
Nos vs.22-24 aparecem duas cerimônias: a apresentação do menino e a purificação da mãe. Embora Lucas não mencione, segundo a lei de Moisés, certamente cinco ciclos foram pagos para redimir o primogênito Jesus quando de sua apresentação no templo (Nm 18.15-16). Quanto a purificação de Maria, segundo a lei, depois do nascimento de um filho uma mulher ficaria impura por sete dias até a cincuncisão do menino, e que, por mais trinta e três dias, deveria manter-se afastada de todas as coisas sagradas. Caso fosse uma filha, a mãe deveria ficar afastada pelo dobro do tempo. Nessa ocasião ofereceria uma sacrifício de um cordeiro ou uma pomba, dependendo da condição financeira familiar (Lv 12). O v.24 mostra que a oferta de Maria foi a oferta de uma pessoa pobre.
É nesse ponto da história que surge Simeão.
O texto bíblico não diz quem é esse homem. Se era um sacerdote ou um cidadão importante. As únicas referências pessoais que temos dele são aquelas contidas no v.25.
O texto diz que Simeão morava em Jerusalém e que era justo e piedoso. Isso mostra que era um homem cuidadoso no que concerne as coisas religiosas.
O texto também diz que ele esperava a consolação de Israel. Diante da opressão dos romanos, homens de fé olhavam mais ansiosamente para o Libertador de Israel.
Finalmente o texto diz que o Espírito Santo estava sobre ele. Se o texto está dizendo que estava constantemente sobre ele, trata-se de uma raridade, já que ainda se vivia a antiga dispensação onde o Espirito Santo habitava temporariamente nas pessoas.
O v.26 diz que o mesmo Espírito de Deus, com quem vivia em comunhão (Eugene H. Peterson) havia lhe revelado em algum momento e de alguma forma que ele não morreria sem antes ver o Cristo do Senhor e o mesmo Espírito o compele a ir ao templo no exato instante em que José, Maria e o menino Jesus lá estão para o cumprimento dos procedimentos da lei.
O CÂNTICO DE SIMEÃO
É, portanto, nesse contexto que no v.28 Simeão toma o bebê Jesus em seus braços e canta um cântico de louvor a Deus, declarando que:
A paz estava sendo renovada pela esperança do nascimento de Jesus (vs.29,30)
Agora ele até poderia morrer em paz porque a esperança de Israel já estava diante dos seus olhos. A esperança nas coisas de Deus é eterna e sublime, ultrapassa as barrreiras de vida ou morte. A morte aqui tem significado não de fim, mas, de libertação, como um livramento de uma longa tarefa.
Jesus é a salvação para todos os povos (vs. 31-32)
O texto é claro ao mostrar que a salvação em Jesus não é para uma só nação individualmente, mas, sim, para todas elas. Isto significa transposição de barreiras culturais, sociais, políticas e econômicas em todos os seus âmbitos. Jesus não seria somente o rei de Israel, mas o rei das nações, com dito em Apocalipse 15.
A missão salvadora de Jesus parte de seu povo e se estende até os confins da terra (v.32)
Israel veria a glória no seu sentido mais claro quando visse o filho de Deus em meio aos homens, mas a luz de Cristo irradiaria para todos os povos (gentios), a partir da igreja. Certamente o cântico de Simeão é, acima de tudo, uma revelação missionária!
A PROFECIA DE SIMEÃO
O v.33 diz que José e Maria ficaram admirados com o que fora dito por Simeão através de uma canção a respeito de Jesus. Não era pra menos. Tudo confirmava sua missão terrena.
Mas, nem tudo são flores.
O que se segue na profecia de Simeão demonstra que a salvação seria comprada a um preço alto e isso é revelado de forma sombria.
Na verdade, Simeão prediz uma benção aos pais de Jesus e, através de palavras enigmáticas, ele profetiza:
A salvação
(“...este menino está destinado a causar a queda e o soerguimento de muitos em Israel...“ v.34b). É necessário que os homens percam seu orgulho e aceitem a Jesus humildemente. Sem reconhecimento de culpa, não há perdão.
A renúncia
(“...e a ser um sinal de contradição, de modo que o pensamento de muitos corações será revelado...” vs.34c,35a). Isto aponta a ação de Deus. Contradição é ir contra a tradição. É, portanto, mudança de rumo e direção. É deixar pra trás rituais vazios e entregar-se a uma nova vida, sem reservas, porque Deus sondará os corações e revelará suas reais motivações.
A dor
(“Quanto a você, uma espada atravessará a sua alma.” v.35b). Essa espada que atravessaria a alma de Maria seria a morte de Jesus. As palavras finais de Simeão apontam para a missão salvívica de Jesus através da morte dolorosa na cruz.
AS AÇÕES DE GRAÇA DA PROFETISA ANA
Agora Lucas trata nos vs.36-38 sobre uma profetisa de nome Ana da qual o texto diz que fazia parte dos remanescentes da tribo de Aser que teria sido casada por 7 anos e permaceu viúva até a idade de 84 anos. O texto diz ainda que ela nunca deixava o templo, adorava a Deus jejuando e orando dia e noite.
O que o texto quer nos mostrar (v.38) é que a presença dessa mulher temente e piedosa é um testemunho até mesmo precoce do ministério terreno de Jesus na medida em que ela deu graças a Deus e passou a anunciar a todos os que esperavam a redenção de Israel sobre o menino nascido.
Ana confirma em seu louvor tudo aquilo que Simeão havia dito aos pais de Jesus. A confirmação dos propósitos divinos é algo essencial para o êxito de uma missão espiritual para qual somos todos chamados. Deus tem confirmado a obra de Suas mãos em sua vida?
CONCEITOS PARA O NOSSO VIVER
A singela menção por Lucas desses dois personagens do natal de Jesus, mostram características de suas vidas que podem nos dar alguns conceitos preciosos para o viver:
Precisamos ter fé nas promessas de Deus para nossos dias.
Simeão era um homem de fé. O texto diz que ele aguardava com ansiedade a libertação de Israel. Ansiedade aqui não tem a ver com impaciência, mas com esperança e segurança. Nós temos tido fé suficiente para aguardar o cumprimento das promessas de Deus em nosso tempo?
Precisamos ter uma vida religiosa justa e piedosa.
Simeão era um homem justo e piedoso. Isso mostra que era um homem cuidadoso no que concerne as coisas religiosas. Você tem sido preocupado com sua vida religiosa? Sabemos que é Jesus quem salva, mas, sabemos também que a nossa religião nos mantêm ligado a Ele através do aprendizado e do serviço cristão. Você tem tido uma vida justa e piedosa buscando praticar as coisas concernentes ao evangelho do reino de Deus em primeiro lugar através de uma religiosidade sincera?
Precisamos lembrar que somos templos do Espírito Santo.
Simeão tinha o Espírito Santo sobre ele. Naquele tempo o Espírito Santo não habitava nos homens, mas, possivelmente Simeão foi um caso raro de habitação. Hoje somos templo do Espirito Santo, pois, Ele habita dentro de nós. A pergunta que se faz é: Temos nos lembrado todos os dias que nossos corpos são habitação, ou seja, o templo do Espírito Santo de Deus e temos dado mostras disso?
Precisamos viver uma vida de constante devoção ao Senhor.
Ana nunca deixava o templo, adorava a Deus jejuando e orando dia e noite. Isso implica em devoção. Será que temos ido às reuniões da igreja frequentemente, colocado as coisas do Reino de Deus em primeiro lugar nas nossas vidas e suplicado ao Senhor com toda devoção, inclusive com jejum e oração?
Precisamos anunciar ao mundo a maravilha do nascimento de Jesus.
Ana testemunhou do menino Jesus com alegria para todos os que esperavam a redenção de Israel. Hoje o mundo clama por salvação e nós temos a palavra de esperança. Que neste natal façamos como Ana que anunciou a todos sobre a maravilha do nascimento de Jesus.
CONCLUSÃO
O texto termina nos vs.39,40 mostrando que José e Maria cumpriram o costume de seu povo conforme as profecias e por esta criação bendita e pela atuação de Deus, Jesus crescia e a graça de Deus estava sobre ele:
“Depois de terem feito tudo o que era exigido pela Lei do Senhor, voltaram para sua própria cidade, Nazaré, na Galiléia. O menino crescia e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele”. (Lc 2.39,40)
E nós, será que estamos quites diante de de Deus e dos homens?
A LIÇÃO DOS MAGOS DO ORIENTE
A LIÇÃO DOS MAGOS DO ORIENTE
Mateus 2:1-11
INTRODUÇÃO
Às vezes me pergunto por que o natal parece estar se tornando cada vez mais uma data fria e inexpressiva? Penso que seja porque temos nos esquecido de sua essência, ou seja, de que ele representa o nascimento de Jesus e não aquilo que muitos têm focado como férias, presentes, encontro de famílias e tudo o mais.
A verdade é que muitas coisas vão tomando o lugar de Deus em nossas vidas e o mesmo acontece com o verdadeiro sentido do natal. Quando os magos, seguindo a estrela foram ao encontro do menino Jesus, fizeram aquilo que se esperava do povo de Deus, jamais de estrangeiros.
Muitas vezes somos como eles, ou seja, o natal passa a representar uma data chata, triste, sem significado. E por que isso acontece? Porque passamos a perder algumas coisas muito importantes pelo caminho e é urgente que elas sejam resgatadas em nossos corações. A lição dos magos do oriente serve-nos como um alerta para que demos o verdadeiro valor ao natal de Jesus.
PERDA DA ESPERANÇA (vs.1-7)
A bíblia diz que magos vieram do Oriente para procurar o menino Jesus. Eles não faziam parte do povo de Israel, mas buscavam o menino. Quando perguntaram sobre o local do nascimento de Jesus, o rei Herodes e toda Jerusalém ficou perturbada (v.3).
Eles haviam se esquecido das promessas pregadas pelos profetas do AT! Não havia neles mais esperança!
Herodes, alarmado, chama os escribas e sacerdotes para perguntar a respeito do assunto. Eles citaram o texto messiânico de Miquéias 5.2 de cor; sinal de que sabiam sobre a profecia, os textos, etc, mas haviam perdido a esperança.
Não é diferente hoje. Sabemos as promessas bíblicas, conhecemos vários textos de cor, mas perdemos a esperança da ação de Deus em nossas vidas. Sabemos dos textos que falam sobre o natal de Jesus, porém, muitos têm perdido a esperança no Filho de Deus.
O natal não deve ser para nós apenas reflexão das promessas que se cumpriram, mas também um sinal evidente de que muitas outras ainda hão de se cumprir.
PERDA DO INTERESSE (vs.8-9)
É impressionante a falta de interesse do povo de Deus neste texto! Os sacerdotes ouvem que os magos estão atrás do menino, informam o local de nascimento de acordo com as profecias e ainda assim os magos partem sozinhos!
Onde estão os sacerdotes? Será que não deveriam acompanhá-los? Talvez tivessem algum compromisso muito sério! Tivessem mais o que fazer. O filho da promessa, o salvador do mundo nasceria e os sacerdotes sequer tiveram o interesse em averiguar se era verdade ou não, saber detalhes, acompanhar os magos, etc.
Será que nós temos demonstrado interesse pelo Natal? Ou seria apenas mais um feriado, mais um dia para descansar ou consumir? Será que não temos visto o nascimento de Jesus como os sacerdotes viam os magos, ou seja, talvez como fanáticos (igrejeiros, ritualistas)? É verdade que o natal é uma data instituída por homens e que se há uma data em que Jesus não teria nascido é 25 de dezembro. Entretanto, se a mesma foi instituída, deveria ao menos servir para lembrar a maior dádiva de Deus em nosso favor!
O próprio povo de Deus perdeu o interesse no natal. Sacerdotes, escribas e, hoje, os crentes.
PERDA DA ALEGRIA (v.10)
O texto diz que quando os magos viram o local onde estava o menino se encheram de júbilo. Por não crer no Cristo nascido em Belém, o povo de Israel não conseguiu ter a mesma alegria e júbilo. Estrangeiros se alegraram com Jesus, mas os judeus não. “Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam” (João 1.11).
Quando não temos interesse não temos alegria. Ouço muitas pessoas e, infelizmente, até muitos evangélicos dizendo que o natal é para eles uma data triste. Muitos têm perdido a alegria verdadeira do natal porque não se interessam por seu real significado.
Muitos se alegram por causa das festas e do feriado, mas poucos por causa da salvação que temos em Cristo. O salmista Davi diz: “Restitui-me a alegria da salvação”. Precisamos resgatar a alegria em Jesus!
CONCLUSÃO (v.11)
Os magos do oriente abriram seus tesouros e ofertaram ouro, incenso e mirra (v.11). Tudo isso era muito valioso naquela época; eram presentes caros.
O povo de Deus não estava lá para dar nenhum presente a Jesus, mas estes magos estrangeiros o fizeram.
Existe uma canção do Asaph Borba que diz: “Eu sei que é possível dar sem amar, mas impossível amar sem dar!” Ofertar a Jesus é característica de quem ama, de quem tem devoção, gratidão e alegria n’Ele.
Os magos deram o que tinham de melhor. O que nós temos de melhor para ofertar a Jesus, senão a adoração constante através de nossas vidas?
Infelizmente muitos têm dado a Jesus as suas sobras. Sobra do tempo, sobra do dinheiro, sobra da própria vida. Jesus não quer as sobras!
A pergunta que deixo como reflexão é: Como esta lição dos magos do oriente pode trabalhar nosso interior?
Que façamos um propósito neste natal de celebrar a Cristo como igreja e orar com nossas famílias pela maravilhosa dádiva do natal que é Jesus, o menino nascido em Belém!
O salmo 116.12 traz uma pergunta que deveríamos nos fazer todos os dias de nossas vidas: “Como posso retribuir ao Senhor toda a sua bondade para comigo?”
Mateus 2:1-11
INTRODUÇÃO
Às vezes me pergunto por que o natal parece estar se tornando cada vez mais uma data fria e inexpressiva? Penso que seja porque temos nos esquecido de sua essência, ou seja, de que ele representa o nascimento de Jesus e não aquilo que muitos têm focado como férias, presentes, encontro de famílias e tudo o mais.
A verdade é que muitas coisas vão tomando o lugar de Deus em nossas vidas e o mesmo acontece com o verdadeiro sentido do natal. Quando os magos, seguindo a estrela foram ao encontro do menino Jesus, fizeram aquilo que se esperava do povo de Deus, jamais de estrangeiros.
Muitas vezes somos como eles, ou seja, o natal passa a representar uma data chata, triste, sem significado. E por que isso acontece? Porque passamos a perder algumas coisas muito importantes pelo caminho e é urgente que elas sejam resgatadas em nossos corações. A lição dos magos do oriente serve-nos como um alerta para que demos o verdadeiro valor ao natal de Jesus.
PERDA DA ESPERANÇA (vs.1-7)
A bíblia diz que magos vieram do Oriente para procurar o menino Jesus. Eles não faziam parte do povo de Israel, mas buscavam o menino. Quando perguntaram sobre o local do nascimento de Jesus, o rei Herodes e toda Jerusalém ficou perturbada (v.3).
Eles haviam se esquecido das promessas pregadas pelos profetas do AT! Não havia neles mais esperança!
Herodes, alarmado, chama os escribas e sacerdotes para perguntar a respeito do assunto. Eles citaram o texto messiânico de Miquéias 5.2 de cor; sinal de que sabiam sobre a profecia, os textos, etc, mas haviam perdido a esperança.
Não é diferente hoje. Sabemos as promessas bíblicas, conhecemos vários textos de cor, mas perdemos a esperança da ação de Deus em nossas vidas. Sabemos dos textos que falam sobre o natal de Jesus, porém, muitos têm perdido a esperança no Filho de Deus.
O natal não deve ser para nós apenas reflexão das promessas que se cumpriram, mas também um sinal evidente de que muitas outras ainda hão de se cumprir.
PERDA DO INTERESSE (vs.8-9)
É impressionante a falta de interesse do povo de Deus neste texto! Os sacerdotes ouvem que os magos estão atrás do menino, informam o local de nascimento de acordo com as profecias e ainda assim os magos partem sozinhos!
Onde estão os sacerdotes? Será que não deveriam acompanhá-los? Talvez tivessem algum compromisso muito sério! Tivessem mais o que fazer. O filho da promessa, o salvador do mundo nasceria e os sacerdotes sequer tiveram o interesse em averiguar se era verdade ou não, saber detalhes, acompanhar os magos, etc.
Será que nós temos demonstrado interesse pelo Natal? Ou seria apenas mais um feriado, mais um dia para descansar ou consumir? Será que não temos visto o nascimento de Jesus como os sacerdotes viam os magos, ou seja, talvez como fanáticos (igrejeiros, ritualistas)? É verdade que o natal é uma data instituída por homens e que se há uma data em que Jesus não teria nascido é 25 de dezembro. Entretanto, se a mesma foi instituída, deveria ao menos servir para lembrar a maior dádiva de Deus em nosso favor!
O próprio povo de Deus perdeu o interesse no natal. Sacerdotes, escribas e, hoje, os crentes.
PERDA DA ALEGRIA (v.10)
O texto diz que quando os magos viram o local onde estava o menino se encheram de júbilo. Por não crer no Cristo nascido em Belém, o povo de Israel não conseguiu ter a mesma alegria e júbilo. Estrangeiros se alegraram com Jesus, mas os judeus não. “Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam” (João 1.11).
Quando não temos interesse não temos alegria. Ouço muitas pessoas e, infelizmente, até muitos evangélicos dizendo que o natal é para eles uma data triste. Muitos têm perdido a alegria verdadeira do natal porque não se interessam por seu real significado.
Muitos se alegram por causa das festas e do feriado, mas poucos por causa da salvação que temos em Cristo. O salmista Davi diz: “Restitui-me a alegria da salvação”. Precisamos resgatar a alegria em Jesus!
CONCLUSÃO (v.11)
Os magos do oriente abriram seus tesouros e ofertaram ouro, incenso e mirra (v.11). Tudo isso era muito valioso naquela época; eram presentes caros.
O povo de Deus não estava lá para dar nenhum presente a Jesus, mas estes magos estrangeiros o fizeram.
Existe uma canção do Asaph Borba que diz: “Eu sei que é possível dar sem amar, mas impossível amar sem dar!” Ofertar a Jesus é característica de quem ama, de quem tem devoção, gratidão e alegria n’Ele.
Os magos deram o que tinham de melhor. O que nós temos de melhor para ofertar a Jesus, senão a adoração constante através de nossas vidas?
Infelizmente muitos têm dado a Jesus as suas sobras. Sobra do tempo, sobra do dinheiro, sobra da própria vida. Jesus não quer as sobras!
A pergunta que deixo como reflexão é: Como esta lição dos magos do oriente pode trabalhar nosso interior?
Que façamos um propósito neste natal de celebrar a Cristo como igreja e orar com nossas famílias pela maravilhosa dádiva do natal que é Jesus, o menino nascido em Belém!
O salmo 116.12 traz uma pergunta que deveríamos nos fazer todos os dias de nossas vidas: “Como posso retribuir ao Senhor toda a sua bondade para comigo?”
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