É PRECISO SABER VIVER!
I Reis 3.5-15
Introdução
Há uma música entre as mais famosas de Roberto Carlos, eternizada em sua voz e a não muitos anos regravada pelos Titãs que diz o seguinte:
Quem espera que a vida
Seja feita de ilusão
Pode até ficar maluco
Ou morrer na solidão
É preciso ter cuidado
Pra mais tarde não sofrer
É preciso saber viver...
Realmente existem verdades na letra desta canção. Para viver bem precisamos de sabedoria.
A história que estamos por ver nos mostra um rei que foi sábio ao pedir e isso lhe rendeu ainda mais sabedoria.
Sabedoria não se compra e não se compara. Sabedoria não é conhecimento. Conhecimento se adquire com pesquisas, sabedoria se adquire com a vida. Muitos são curiosos por conhecer, mas poucos têm anseio por sabedoria porque ela muitas vezes confronta nossas convicções.
Porém, a bíblia nos ensina a sempre agir com sabedoria. Temer a Deus é o primeiro passo em direção à sabedoria:
“O temor do Senhor é o princípio da sabedoria; todos os que cumprem os seus preceitos revelam bom senso.” (Sl 111.10).
“O temor do Senhor é o princípio do conhecimento, mas os insensatos desprezam a sabedoria e a disciplina.” (Pv 1.7)
A síndrome da lâmpada
Quando lemos a história de Salomão vemos que ele reconheceu sua tenra idade – possivelmente cerca de 20 anos (v.7) – e sua falta de maturidade para dirigir o povo e pediu a Deus em um sonho, sabedoria (v.9).
Salomão era rico, príncipe, rei por dinastia e por determinação profética. Entretanto, era humilde. Sabia que tudo isso ainda não era o bastante e não poderia dirigir o povo sem a supervisão e orientação de Deus. É o que ele diz no final do v.9: “Pois, quem pode governar este teu grande povo?”
A resposta de Deus é que me chama a atenção. Deus vai lhe dar sabedoria acima da sabedoria de qualquer pessoa de sua época.
Porém, qual foi a razão de Deus conceder a Salomão tanta sabedoria? O próprio texto bíblico vai responder.
Tenho certeza de que todos conhecem a famosa estória inserida nos contos das “Mil e Uma Noites” sobre Aladim e a lâmpada maravilhosa. Quando a lâmpada era esfregada saía um gênio de dentro dela e as pessoas tinham direito a três pedidos.
Agora, pense: Se da mesma forma, Deus lhe aparecesse e lhe dissesse que você tem direito a três desejos, o que pediria?
É a isso que chamo de ‘síndrome da lâmpada’.
Deus conhece o coração do homem e sua soberba. Provérbios 16.18, diz: “O orgulho vem antes da destruição; o espírito altivo, antes da queda.”
Veja o que Deus diz sobre nosso coração ganancioso, a partir do sonho de Salomão, e observe que essas são as coisas que agradam ao coração do homem, a ponto de fazê-lo esquecer-se de buscar o que realmente importa, ou seja, a sabedoria que vem de Deus:
Vida longa
No v.11, primeiramente Deus diz que daria sabedoria a Salomão porque ele não havia pedido uma vida longa.
Muito poderíamos meditar sobre isso. Lá no princípio, após o pecado original, Deus tirou o homem e a mulher do jardim do Édem para que não comessem também da árvore da vida: “Então disse o Senhor Deus: "Agora o homem se tornou como um de nós, conhecendo o bem e o mal. Não se deve, pois, permitir que ele também tome do fruto da árvore da vida e o coma, e viva para sempre’.” (Gn 3.22)
Matusalém foi o homem que mais viveu na terra – 969 anos – entretanto, que história nos deixou?
Será que viver muito é sinônimo de viver bem? Beethoven morreu aos 57 anos. Spurgeon aos 58 anos. Martin Luther King viveu apenas 39 anos. Poucos anos, entretanto, um grande legado! Agora pergunto: Sua vida tem valido a pena?
O salmo 90 diz: “Ensina-nos a contar os nossos dias para que o nosso coração alcance sabedoria.”
Infelizmente o pecado de Salomão o enterrou. Ele não deve ter vivido muito mais do que 60 anos de idade. Nunca podemos nos esquecer que o salário do pecado é a morte. As pessoas vivem construindo seus castelos, entretanto, se esquecem que, para Deus, eles não passam de castelos de areia. A vida passa e o que se conquistou para quem ficará?
Tiago 4.14, diz: “Vocês nem sabem o que lhes acontecerá amanhã! Que é a sua vida? Vocês são como a neblina que aparece por um pouco de tempo e depois se dissipa.” O melhor é seguir as palavras de Cristo: “Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros no céu, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam.” (Mt 6.19-20)
Riquezas
Ainda, no v.11, Deus diz que daria sabedoria a Salomão porque ele não havia pedido riquezas.
Salomão pediu sabedoria. Deus lhe deu sabedoria e riqueza. Deus quer prová-lo e mostrar-lhe que a sabedoria do mundo é loucura. Ele faz isso lhe dando o que mais corrompe o coração do homem: Achar que pode tudo com o dinheiro!
Paulo dá uma orientação muito especial a Timóteo a respeito do perigo do dinheiro: “Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram a si mesmas com muitos sofrimentos.” (I Tm 6.9,10)
Lembram-se do filme ‘Náufrago’? O personagem achou dinheiro nos pedaços do avião destruído, porém isso não tinha o menor valor para a situação em que vivia naquele momento. O que ele precisava mesmo é de qualquer objeto cortante para simplesmente abrir um coco!
O dinheiro traz uma sensação de segurança, aparente conforto e uma ilusória independência. O dinheiro pode ser benção, mas como tem atrapalhado o crescimento genuíno da obra de Deus! A ganância por ter cada vez mais nos leva, consequentemente, a uma série de outros pecados, pois um abismo chama outro abismo. Um bom exemplo disso são os reality shows onde as pessoas nunca desistem de jogar (Big Brother, A Fazenda, Topa ou Não Topa).
Precisamos pensar: Por que queremos ganhar dinheiro? Confesso que já quis ser rico. Deus me mostrou que a maior riqueza é servir em Seu Reino de glórias eternas!
Vingança
Finalmente, no v.11, Deus diz que daria sabedoria a Salomão porque ele não havia pedido a morte dos seus inimigos.
Um dos sentimentos mais destruidores dos seres humanos é a sede de vingança.
Vivemos num mundo de guerras, de violência em todos os setores, de maldade onde um quer sempre levar vantagem sobre o outro. Isso certamente desagrada o coração de Deus.
Salomão tinha muitas nações inimigas. O simples sopro de Deus poderia afastá-las de seu caminho. Entretanto, ao invés de guerrear ele preferiu fazer alianças com diversos reinos.
O escritor de Hebreus numa menção sobre a perseverança em meio às tribulações da vida traz um ensinamento do AT para a igreja: “Pois conhecemos aquele que disse: ‘A mim pertence a vingança; eu retribuirei’; e outra vez: ‘O Senhor julgará o seu povo’.” (Hb 10.30)
Precisamos aprender a perdoar. Precisamos viver uma vida cristã de verdadeira santidade e vingança não tem parte nesse modo de vida. Chega de “isso não vai ficar assim!”
Precisamos aprender a vencer o mal com o bem, como disse Paulo na carta aos romanos (Rm 12.21).
Observemos o que Jesus nos ensinou sobre a vingança: “Mas eu lhes digo: Não resistam ao perverso. Se alguém o ferir na face direita, ofereça-lhe também a outra. E se alguém quiser processá-lo e tirar-lhe a túnica, deixe que leve também a capa. Se alguém o forçar a caminhar com ele uma milha, vá com ele duas. Dê a quem lhe pede, e não volte as costas àquele que deseja pedir-lhe algo emprestado. Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo. Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos céus. Porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos.” (Mt 5.39-45)
Conclusão
Ao pedir sabedoria, Deus deu a Salomão muito mais (vs.12,13).
Sabedoria se adquire com o tempo. Não é da noite para o dia. Portanto, é preciso persistência. É por isso que o v.14 diz: “E, se você andar nos meus caminhos e obedecer aos meus decretos e aos meus mandamentos, eu prolongarei a sua vida.”
Você quer saber viver corretamente? Então deixe que Deus controle a sua vida e busque a sabedoria que dele vem!
“Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida.” (Tiago 1.5)
sábado, 27 de agosto de 2011
Passos de um verdadeiro arrependimento
PASSOS DE UM VERDADEIRO ARREPENDIMENTO
II Samuel 12.1-25
Introdução
O arrependimento é um sentimento de duas vias. Ou pode servir para frustração ou para restauração.
Frustração pelo erro cometido às vezes de forma reiterada; entretanto, também de oportunidade para a restauração.
A grande questão que pensamos é: quando, na verdade o arrependimento é verdadeiro? A resposta é: quando gera aprendizado e amadurecimento.
Essa história bíblica pode nos mostrar através da vida do rei Davi os passos certos de um verdadeiro arrependimento.
Cegueira
Antes dos passos de um verdadeiro arrependimento, é importante observar porque muitas vezes eles demoram aparecer.
Davi havia cometido vários pecados conjuntos por conta do desejo que o cegou (II Samuel 11).
O profeta Natã o confronta com uma parábola cheia de significados (vs.1-4) e a resposta de Davi é categórica: “em meu reino se faz justiça (vs.5,6)!”
Davi se vale da Lei para a aplicação da pena ao homem injusto da parábola contada por Natã (pagar quatro vezes, conforme Êxodo 22.1). A lei se aplicaria a todos, menos ao rei?
Diante dessa circunstância é que Natã acusa o rei do seu pecado: “Você é esse homem” (v.7).
Paulo diz que o deus desta era cegou o entendimento dos descrentes (II Co 4.4).
A verdade é que o pecado nos separa de Deus e, muitas vezes, nos faz irreconhecíveis.
Veja que no texto, o profeta Natã diz a Davi (parafraseando): Deus te fez rei, te livrou das mãos e da dinastia de Saul, deu-lhe a melhor casa e as mulheres que quisesse. Deu-lhe toda a nação israelita e toda a tribo de Judá; e, se tudo isso ainda não fosse suficiente, Ele lhe daria ainda mais! Então, porque razão você ainda foi se meter com a mulher do seu vizinho? (vs.7-9)
Muitas vezes nos sentimos fracos e percebemos claramente que Deus não responde nossas orações. Precisamos examinar os nossos corações. Talvez haja pecados não confessados e Eles precisam ser retirados de nossas vidas.
O próprio Davi entendeu isso quando compôs um salmo de arrependimento e contrição por este pecado, dizendo que enquanto ele estava oculto, o seu corpo definhava de tanto gemer, pois, dia e noite a mão de Deus pesava sobre ele. Ele diz que sua força se esgotava como em tempo de seca. (Sl 32).
Ainda o profeta Isaías escreveu: “Vejam! O braço do Senhor não está tão curto que não possa salvar, e o seu ouvido tão surdo que não possa ouvir. Mas as suas maldades separaram vocês do seu Deus; os seus pecados esconderam de vocês o rosto dele, e por isso ele não os ouvirá.” (Is 59.1-2)
Precisamos pedir a Deus que abra nossa visão espiritual e possamos enxergar nossos erros! Só assim poderemos partir para o primeiro passo.
Reconhecimento
A resposta de Davi no v.13 é um claro significado de reconhecimento: “Pequei contra o Senhor!”
O rei Saul também reconheceu o seu pecado ao falar com Samuel. Ele diz em I Sm 15.24,25: “Pequei, disse Saul. Violei a ordem do Senhor e as instruções que tu me deste. Tive medo dos soldados e os atendi. Agora eu te imploro, perdoa o meu pecado e volta comigo, para que eu adore o Senhor.”
Saul queria uma solução rápida. Entretanto, Davi tinha consciência de que isso não era possível.
Quando reconhecemos nosso erro, entendemos que ele deve ser tratado e nem sempre isso acontece de forma instantânea. Algumas feridas levam anos para ser cicatrizadas.
Entretanto, o texto de Provérbios 28.13 nos ensina uma lição muito importante: “Quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia.”
Tornam-se provações; e as provações geram para nós o próximo passo.
Amadurecimento
O apóstolo Tiago escreveu: “Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança. E a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês sejam maduros e íntegros, sem lhes faltar coisa alguma.” (Tiago 1.2-4)
Quando Davi tomou consciência de seu pecado, o profeta Natã começou a predizer todas as punições que ele sofreria e que de fato sofreu: a morte da criança gerada pelo adultério (v.14), o assassinato de Amnon por Absalão, filhos de Davi (13.28,29), a execução de Absalão quando este rebelou-se contra o pai (18.9-17) e a execução de Adonias, também filho de Davi (I Rs 2.24,25).
Deus faz isso porque o pecado não pode ser tolerado. Deus ama o pecador, mas odeia o pecado. Deus ouve um coração arrependido, mas é preciso aprender com os erros cometidos.
As dificuldades e provações que enfrentamos por causa dos nossos pecados, podem servir para duas coisas: ou para nos desanimar e fazer desistir de uma vez ou para serem nossas doutrinadoras. A escolha será nossa!
Se escolhermos aprender com elas, estaremos aptos para dar o próximo e derradeiro passo.
Maturidade
Há uma lição preciosa aqui. Quando Davi reconhece seu pecado e aceita a severa punição de Deus, se coloca a orar e jejuar diante do Senhor pela vida do seu filho predito de morte. Porém, Deus cumpre o seu juízo (vs.15-19).
As conseqüências do pecado são desastrosas. Aprendemos ao longo da vida cristã que não existem ‘pecadinhos’ e nem ‘pecadões’, mas as conseqüências variam de acordo com o pecado cometido. Davi matou Urias para ter a sua mulher. A partir daí, a morte passou a assombrar a família de Davi.
Davi perdeu seu filho em sete dias e depois que lhe foi noticiado a sua morte o v.20 diz: “Então Davi levantou-se do chão, lavou-se, perfumou-se e trocou de roupa. Depois entrou no santuário de Deus e o adorou. E, voltando ao palácio, pediu que lhe preparassem uma refeição e comeu.”
Muitas vezes sofremos pelo nosso pecado e clamamos ao Senhor, mas a resposta vem da forma como não gostaríamos. E aí como será? Poderemos ainda cantar: “Te louvarei, não importam as circunstâncias...”?
Conclusão
Só existe uma coisa que Deus não resiste: um coração derramado e arrependido diante dele!
A história conta que Deus deu outro filho a Davi o qual lhe deu o nome de Salomão que significa ‘paz’ e Deus o amou (v.24).
O profeta Natã, que tinha vindo para predizer maldições contra Davi, agora retorna para declarar a benção sobre sua casa e sobre todo o Israel. Ele chama Salomão pelo nome ‘Jedidias’ que significa ‘amado pelo Senhor’.
O arrependimento verdadeiro produz vida, porém, o arrependimento segundo o mundo não passa de um mero remorso: “A tristeza segundo Deus produz um arrependimento que leva à salvação e não remorso, mas a tristeza segundo o mundo produz morte.” (II Co 7.9)
Ha algo do que você precisa se libertar? Então, arrependa-se agora e desfrute da paz, da misericórdia e do amor de Deus em sua vida!
"Porque eu lhes perdoarei a maldade e não me lembrarei mais dos seus pecados." (Jr 31.34)
II Samuel 12.1-25
Introdução
O arrependimento é um sentimento de duas vias. Ou pode servir para frustração ou para restauração.
Frustração pelo erro cometido às vezes de forma reiterada; entretanto, também de oportunidade para a restauração.
A grande questão que pensamos é: quando, na verdade o arrependimento é verdadeiro? A resposta é: quando gera aprendizado e amadurecimento.
Essa história bíblica pode nos mostrar através da vida do rei Davi os passos certos de um verdadeiro arrependimento.
Cegueira
Antes dos passos de um verdadeiro arrependimento, é importante observar porque muitas vezes eles demoram aparecer.
Davi havia cometido vários pecados conjuntos por conta do desejo que o cegou (II Samuel 11).
O profeta Natã o confronta com uma parábola cheia de significados (vs.1-4) e a resposta de Davi é categórica: “em meu reino se faz justiça (vs.5,6)!”
Davi se vale da Lei para a aplicação da pena ao homem injusto da parábola contada por Natã (pagar quatro vezes, conforme Êxodo 22.1). A lei se aplicaria a todos, menos ao rei?
Diante dessa circunstância é que Natã acusa o rei do seu pecado: “Você é esse homem” (v.7).
Paulo diz que o deus desta era cegou o entendimento dos descrentes (II Co 4.4).
A verdade é que o pecado nos separa de Deus e, muitas vezes, nos faz irreconhecíveis.
Veja que no texto, o profeta Natã diz a Davi (parafraseando): Deus te fez rei, te livrou das mãos e da dinastia de Saul, deu-lhe a melhor casa e as mulheres que quisesse. Deu-lhe toda a nação israelita e toda a tribo de Judá; e, se tudo isso ainda não fosse suficiente, Ele lhe daria ainda mais! Então, porque razão você ainda foi se meter com a mulher do seu vizinho? (vs.7-9)
Muitas vezes nos sentimos fracos e percebemos claramente que Deus não responde nossas orações. Precisamos examinar os nossos corações. Talvez haja pecados não confessados e Eles precisam ser retirados de nossas vidas.
O próprio Davi entendeu isso quando compôs um salmo de arrependimento e contrição por este pecado, dizendo que enquanto ele estava oculto, o seu corpo definhava de tanto gemer, pois, dia e noite a mão de Deus pesava sobre ele. Ele diz que sua força se esgotava como em tempo de seca. (Sl 32).
Ainda o profeta Isaías escreveu: “Vejam! O braço do Senhor não está tão curto que não possa salvar, e o seu ouvido tão surdo que não possa ouvir. Mas as suas maldades separaram vocês do seu Deus; os seus pecados esconderam de vocês o rosto dele, e por isso ele não os ouvirá.” (Is 59.1-2)
Precisamos pedir a Deus que abra nossa visão espiritual e possamos enxergar nossos erros! Só assim poderemos partir para o primeiro passo.
Reconhecimento
A resposta de Davi no v.13 é um claro significado de reconhecimento: “Pequei contra o Senhor!”
O rei Saul também reconheceu o seu pecado ao falar com Samuel. Ele diz em I Sm 15.24,25: “Pequei, disse Saul. Violei a ordem do Senhor e as instruções que tu me deste. Tive medo dos soldados e os atendi. Agora eu te imploro, perdoa o meu pecado e volta comigo, para que eu adore o Senhor.”
Saul queria uma solução rápida. Entretanto, Davi tinha consciência de que isso não era possível.
Quando reconhecemos nosso erro, entendemos que ele deve ser tratado e nem sempre isso acontece de forma instantânea. Algumas feridas levam anos para ser cicatrizadas.
Entretanto, o texto de Provérbios 28.13 nos ensina uma lição muito importante: “Quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia.”
Tornam-se provações; e as provações geram para nós o próximo passo.
Amadurecimento
O apóstolo Tiago escreveu: “Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança. E a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês sejam maduros e íntegros, sem lhes faltar coisa alguma.” (Tiago 1.2-4)
Quando Davi tomou consciência de seu pecado, o profeta Natã começou a predizer todas as punições que ele sofreria e que de fato sofreu: a morte da criança gerada pelo adultério (v.14), o assassinato de Amnon por Absalão, filhos de Davi (13.28,29), a execução de Absalão quando este rebelou-se contra o pai (18.9-17) e a execução de Adonias, também filho de Davi (I Rs 2.24,25).
Deus faz isso porque o pecado não pode ser tolerado. Deus ama o pecador, mas odeia o pecado. Deus ouve um coração arrependido, mas é preciso aprender com os erros cometidos.
As dificuldades e provações que enfrentamos por causa dos nossos pecados, podem servir para duas coisas: ou para nos desanimar e fazer desistir de uma vez ou para serem nossas doutrinadoras. A escolha será nossa!
Se escolhermos aprender com elas, estaremos aptos para dar o próximo e derradeiro passo.
Maturidade
Há uma lição preciosa aqui. Quando Davi reconhece seu pecado e aceita a severa punição de Deus, se coloca a orar e jejuar diante do Senhor pela vida do seu filho predito de morte. Porém, Deus cumpre o seu juízo (vs.15-19).
As conseqüências do pecado são desastrosas. Aprendemos ao longo da vida cristã que não existem ‘pecadinhos’ e nem ‘pecadões’, mas as conseqüências variam de acordo com o pecado cometido. Davi matou Urias para ter a sua mulher. A partir daí, a morte passou a assombrar a família de Davi.
Davi perdeu seu filho em sete dias e depois que lhe foi noticiado a sua morte o v.20 diz: “Então Davi levantou-se do chão, lavou-se, perfumou-se e trocou de roupa. Depois entrou no santuário de Deus e o adorou. E, voltando ao palácio, pediu que lhe preparassem uma refeição e comeu.”
Muitas vezes sofremos pelo nosso pecado e clamamos ao Senhor, mas a resposta vem da forma como não gostaríamos. E aí como será? Poderemos ainda cantar: “Te louvarei, não importam as circunstâncias...”?
Conclusão
Só existe uma coisa que Deus não resiste: um coração derramado e arrependido diante dele!
A história conta que Deus deu outro filho a Davi o qual lhe deu o nome de Salomão que significa ‘paz’ e Deus o amou (v.24).
O profeta Natã, que tinha vindo para predizer maldições contra Davi, agora retorna para declarar a benção sobre sua casa e sobre todo o Israel. Ele chama Salomão pelo nome ‘Jedidias’ que significa ‘amado pelo Senhor’.
O arrependimento verdadeiro produz vida, porém, o arrependimento segundo o mundo não passa de um mero remorso: “A tristeza segundo Deus produz um arrependimento que leva à salvação e não remorso, mas a tristeza segundo o mundo produz morte.” (II Co 7.9)
Ha algo do que você precisa se libertar? Então, arrependa-se agora e desfrute da paz, da misericórdia e do amor de Deus em sua vida!
"Porque eu lhes perdoarei a maldade e não me lembrarei mais dos seus pecados." (Jr 31.34)
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Onde está Deus?
ONDE ESTÁ DEUS?
I Samuel 4.1-11 e 7.2-13
Em I Samuel 4 é relatado a história das seguidas derrotas de Israel. É o surgimento de Samuel sobre o fim de Hofni e Finéias, filhos de Eli, contemporâneo de Sansão.
É interessante que a história conta que a arca foi trazida para proteger aos soldados israelitas, mas, parece que não surtiu efeito. Só desgraças (a morte de Eli, as mortes de Hofni e Finéias, a derrota de Israel na batalha) como lemos em 4.15-22.
Mas, onde estava o problema? A arca não era o símbolo da presença de Deus?
Sim, a arca era o símbolo da presença de Deus. Mas, os símbolos servem para nos fazer lembrar algo. Por isso são chamados de memoriais.
Assim é hoje. Assim também foi no tempo bíblico. Os memoriais existem para nos trazer dois tipos de lembranças: ou para celebrar vitória ou para trazer disciplina.
Dois momentos díspares existem entre os capítulos 4 e 7 de I Samuel. No primeiro, embora a arca do aliança estava no meio do povo, a derrota aconteceu e a arca foi tomada pelos filisteus. No segundo, Deus mudou a sorte de Israel, lhe deu vitória sobre o seu maior inimigo, a arca retornou ao povo e uma pedra foi levantada e a ela foi dado o nome de “Ebenézer” que significa “até aqui nos ajudou o Senhor”.
São dois momentos diferentes, envolvendo símbolos que nos trazem lições importantes.
1º Os memoriais não são maiores que o próprio Deus. (4.15-22)
Hoje temos visto muitas pessoas usando diversos “amuletos da fé”, desvirtuando o propósito dos símbolos que não passam de formas de lembrança.
A arca era um símbolo do atributo de Deus relacionado à sua imutabilidade.
Ela seria um símbolo de que Ele sempre estaria com Israel, mas, algo precisava estar muito nítido na mente do povo:
a.) Deus não era a arca.
b.) Deus não estava na arca.
c.) Deus só estaria entre o povo se este fosse fiel, independentemente da presença material da arca.
Mas, não é o que a história nos mostra.
No capítulo 4, os israelitas levam a arca, para a batalha, mas Deus não estava presente. Por isso eles foram derrotados.
Os símbolos existem para nos lembrar de uma contraprestação.
Valeram-se da presença da arca, mas não tinham a presença de quem faria a diferença: O próprio Senhor!
Não é o que ocorre hoje? As pessoas se utilizam dos símbolos, das liturgias, e dos memoriais cristãos ou bíblicos, menos do poder do verdadeiro Deus de forma humilde e com sinceridade de coração. Lembram-se dos símbolos e objetos sagrados. Entretanto, esquecem-se de Deus.
2º Os memoriais servem para nos lembrar os feitos de Deus e de que só Ele deve ser adorado (7.2-6)
Os objetos são somente objetos. Servem tão somente para nossa memória. Como uma aliança de casamento nos lembra de um compromisso maior de reciprocidade e amor para com o cônjuge. Como uma certidão de nascimento que me declara mais que simplesmente um responsável legal; me lembra que tenho o dever de influenciar positivamente na formação do caráter do meu filho.
Os objetos, portanto, servem para nos lembrar, no caso do texto bíblico em estudo, dos feitos do Senhor.
Precisamos aprender a desviar o foco dos líderes e, como igreja, não olhar para homens ou coisas, somente para Deus.
Seguir homens é perigoso. Guiar-se por símbolos pode ser idolatria. Olhar para Deus é garantia de vitória.
3º Os memoriais de Deus são incomparáveis (7.3)
Veja como os símbolos são perigosos quando o coração do homem não está voltado para a compreensão correta: os israelitas tinham a arca naquele local já há 20 anos e Samuel apela para que tirem do meio deles os deuses estrangeiros!
Os memoriais de Deus são incomparáveis! Os símbolos de Deus têm correlação: a serpente de bronze com a cruz, a páscoa com a ceia, a lei com a graça.
Por isso, firmar-se em símbolos do passado é esquecer o objetivo central da salvação que há em Cristo Jesus.
4º Os memoriais nos trazem à mente o passado e nos reposicionam em direção ao futuro (7.12-13)
Samuel ergueu uma pedra entre Mispá e Sem e deu o nome daquele lugar de “Ebenézer” que significa “até aqui nos ajudou o Senhor” e isso tudo nos traz alguns ricos ensinamentos:
1 – Naquele local onde os israelitas haviam sido massacrados 20 anos atrás, agora havia vitória.
Faz lembrar que mesmo tendo perdido batalhas, Israel agora era vencedor.
Paulo nos diz que em tudo somos atribulados, mas não desamparados, ficamos perplexos, abatidos, mas não desanimados.
O memorial nos traz a lembrança nossas lutas que nos fazem amadurecer e reconhecer que, se chegamos até aqui é porque em algum momento tivemos vitória.
2 – Deus cumpre os seus propósitos através de nós ou até mesmo independentemente de nós.
É só traçarmos um paralelo entre as vidas de Hofni e Finéias e a de Samuel que poderemos perceber isso.
Deus cumpriu seus propósitos através deles da maneira como quis, porém, castigou os primeiros e exaltou o último.
Vejamos como Deus usa poderosamente aqueles que o temem: “E a palavra de Samuel espalhou-se por todo o Israel” (4.1a). “A mão do Senhor esteve contra os filisteus durante toda a vida de Samuel” (7.13b).
3 – O memorial nos recoloca em direção ao futuro a partir do momento em que compreendemos que Deus ainda tem muito mais a nos dar se o temermos e confiarmos que Ele fez, faz e continuará a fazer no meio do Seu povo.
Lembremos do que Paulo disse em Efésios 3.20-21: “Àquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o seu poder que atua em nós, a ele seja a glória na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre! Amém!”
Conclusão
Portanto, a pergunta que faço para concluir é “onde está Deus?” Em meio aos símbolos e memoriais? Por acaso podemos aprisioná-lo dentro de ‘objetos sagrados’ que criamos ou que trouxemos no AT?
A resposta é negativa. Deus não pode ser preso aos muros de nossa religiosidade. Deus habita no coração contrito.
Termino essa meditação com as palavras do profeta Samuel ao rei Saul:
“Acaso tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? A obediência é melhor do que o sacrifício, e a submissão é melhor do que a gordura de carneiros. Pois, a rebeldia é como o pecado da feitiçaria, e a arrogância como o mal da idolatria”. (I Sm 15.22,23).
I Samuel 4.1-11 e 7.2-13
Em I Samuel 4 é relatado a história das seguidas derrotas de Israel. É o surgimento de Samuel sobre o fim de Hofni e Finéias, filhos de Eli, contemporâneo de Sansão.
É interessante que a história conta que a arca foi trazida para proteger aos soldados israelitas, mas, parece que não surtiu efeito. Só desgraças (a morte de Eli, as mortes de Hofni e Finéias, a derrota de Israel na batalha) como lemos em 4.15-22.
Mas, onde estava o problema? A arca não era o símbolo da presença de Deus?
Sim, a arca era o símbolo da presença de Deus. Mas, os símbolos servem para nos fazer lembrar algo. Por isso são chamados de memoriais.
Assim é hoje. Assim também foi no tempo bíblico. Os memoriais existem para nos trazer dois tipos de lembranças: ou para celebrar vitória ou para trazer disciplina.
Dois momentos díspares existem entre os capítulos 4 e 7 de I Samuel. No primeiro, embora a arca do aliança estava no meio do povo, a derrota aconteceu e a arca foi tomada pelos filisteus. No segundo, Deus mudou a sorte de Israel, lhe deu vitória sobre o seu maior inimigo, a arca retornou ao povo e uma pedra foi levantada e a ela foi dado o nome de “Ebenézer” que significa “até aqui nos ajudou o Senhor”.
São dois momentos diferentes, envolvendo símbolos que nos trazem lições importantes.
1º Os memoriais não são maiores que o próprio Deus. (4.15-22)
Hoje temos visto muitas pessoas usando diversos “amuletos da fé”, desvirtuando o propósito dos símbolos que não passam de formas de lembrança.
A arca era um símbolo do atributo de Deus relacionado à sua imutabilidade.
Ela seria um símbolo de que Ele sempre estaria com Israel, mas, algo precisava estar muito nítido na mente do povo:
a.) Deus não era a arca.
b.) Deus não estava na arca.
c.) Deus só estaria entre o povo se este fosse fiel, independentemente da presença material da arca.
Mas, não é o que a história nos mostra.
No capítulo 4, os israelitas levam a arca, para a batalha, mas Deus não estava presente. Por isso eles foram derrotados.
Os símbolos existem para nos lembrar de uma contraprestação.
Valeram-se da presença da arca, mas não tinham a presença de quem faria a diferença: O próprio Senhor!
Não é o que ocorre hoje? As pessoas se utilizam dos símbolos, das liturgias, e dos memoriais cristãos ou bíblicos, menos do poder do verdadeiro Deus de forma humilde e com sinceridade de coração. Lembram-se dos símbolos e objetos sagrados. Entretanto, esquecem-se de Deus.
2º Os memoriais servem para nos lembrar os feitos de Deus e de que só Ele deve ser adorado (7.2-6)
Os objetos são somente objetos. Servem tão somente para nossa memória. Como uma aliança de casamento nos lembra de um compromisso maior de reciprocidade e amor para com o cônjuge. Como uma certidão de nascimento que me declara mais que simplesmente um responsável legal; me lembra que tenho o dever de influenciar positivamente na formação do caráter do meu filho.
Os objetos, portanto, servem para nos lembrar, no caso do texto bíblico em estudo, dos feitos do Senhor.
Precisamos aprender a desviar o foco dos líderes e, como igreja, não olhar para homens ou coisas, somente para Deus.
Seguir homens é perigoso. Guiar-se por símbolos pode ser idolatria. Olhar para Deus é garantia de vitória.
3º Os memoriais de Deus são incomparáveis (7.3)
Veja como os símbolos são perigosos quando o coração do homem não está voltado para a compreensão correta: os israelitas tinham a arca naquele local já há 20 anos e Samuel apela para que tirem do meio deles os deuses estrangeiros!
Os memoriais de Deus são incomparáveis! Os símbolos de Deus têm correlação: a serpente de bronze com a cruz, a páscoa com a ceia, a lei com a graça.
Por isso, firmar-se em símbolos do passado é esquecer o objetivo central da salvação que há em Cristo Jesus.
4º Os memoriais nos trazem à mente o passado e nos reposicionam em direção ao futuro (7.12-13)
Samuel ergueu uma pedra entre Mispá e Sem e deu o nome daquele lugar de “Ebenézer” que significa “até aqui nos ajudou o Senhor” e isso tudo nos traz alguns ricos ensinamentos:
1 – Naquele local onde os israelitas haviam sido massacrados 20 anos atrás, agora havia vitória.
Faz lembrar que mesmo tendo perdido batalhas, Israel agora era vencedor.
Paulo nos diz que em tudo somos atribulados, mas não desamparados, ficamos perplexos, abatidos, mas não desanimados.
O memorial nos traz a lembrança nossas lutas que nos fazem amadurecer e reconhecer que, se chegamos até aqui é porque em algum momento tivemos vitória.
2 – Deus cumpre os seus propósitos através de nós ou até mesmo independentemente de nós.
É só traçarmos um paralelo entre as vidas de Hofni e Finéias e a de Samuel que poderemos perceber isso.
Deus cumpriu seus propósitos através deles da maneira como quis, porém, castigou os primeiros e exaltou o último.
Vejamos como Deus usa poderosamente aqueles que o temem: “E a palavra de Samuel espalhou-se por todo o Israel” (4.1a). “A mão do Senhor esteve contra os filisteus durante toda a vida de Samuel” (7.13b).
3 – O memorial nos recoloca em direção ao futuro a partir do momento em que compreendemos que Deus ainda tem muito mais a nos dar se o temermos e confiarmos que Ele fez, faz e continuará a fazer no meio do Seu povo.
Lembremos do que Paulo disse em Efésios 3.20-21: “Àquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o seu poder que atua em nós, a ele seja a glória na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre! Amém!”
Conclusão
Portanto, a pergunta que faço para concluir é “onde está Deus?” Em meio aos símbolos e memoriais? Por acaso podemos aprisioná-lo dentro de ‘objetos sagrados’ que criamos ou que trouxemos no AT?
A resposta é negativa. Deus não pode ser preso aos muros de nossa religiosidade. Deus habita no coração contrito.
Termino essa meditação com as palavras do profeta Samuel ao rei Saul:
“Acaso tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? A obediência é melhor do que o sacrifício, e a submissão é melhor do que a gordura de carneiros. Pois, a rebeldia é como o pecado da feitiçaria, e a arrogância como o mal da idolatria”. (I Sm 15.22,23).
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Deus em primeiro lugar!
DEUS EM PRIMEIRO LUGAR!
Rute 1
Introdução
Existe uma frase popular que diz: “Cada escolha, uma renúncia”. Podemos dizer que seguir o caminho de Deus é a escolha que determinada a maior de todas as renúncias. Para segui-lo precisamos renunciar até mesmo nossas próprias vidas.
Paulo disse: “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.” (Gl 2.20)
A história de Rute é uma história de decisões acertadas de uma mulher que escolheu renunciar sua própria vida para seguir o Deus único e verdadeiro, dando-lhe o primeiro lugar.
Renúncia de “coisas”
A história conta que Noemi foi morar em Moabe por causa da fome em Israel e lá perdeu o marido e seus dois filhos, ficando só, com suas duas noras, as moabitas Orfa e Rute (vs.1-5).
Noemi, serva do Senhor, pede às suas noras, também viúvas, que voltem para suas terras a fim de que possam se casar de novo, agora com homens do seu próprio povo.
Rute, estrangeira, ainda com poucos conhecimentos do Deus de Israel faz uma gloriosa confissão à sua sogra e automaticamente ao Senhor: O teu Deus será o meu Deus! (v.16)
A uma questão religioso-cultural aqui que precisamos compreender.
Em Moabe, pátria de Rute, cada casa tinha um altar. O sacerdote era o chefe da casa. O deus que ele escolhesse seria o deus da família. Quando uma das filhas se casava, ela passava a adorar o deus que seu marido trazia consigo.
Na casa de Noemi não havia nenhum ídolo para ser adorado. Assim, onde estava o Deus de Noemi? Só haveria um jeito de conhecê-lo: Indo até Ele!
Vivemos num país idólatra, onde até mesmo grande parte dos rituais folclóricos está relacionada a uma cultura religiosa ou às vezes pagã.
É verdade que não podemos negar nossa cultura; entretanto, para servirmos a Deus precisamos dar-lhe o primeiro lugar de nossas vidas. Lembre-se do que Paulo disse: “É melhor não comer carne nem beber vinho, nem fazer qualquer outra coisa que leve seu irmão a cair.” (Rm 14.21)
Rute renunciou os ídolos do seu povo para conhecer o Deus de Israel. Hoje, coisas podem ser nossos ídolos. Pessoas são mais importantes do que coisas. O que você ainda precisa renunciar para estreitar seu relacionamento com Deus, colocando-o em primeiro lugar na sua vida?
Renúncia do “eu”
Rute não tinha problema de baixa auto-estima. Não era como os cidadãos de hoje: Apareço, logo existo. Não era consumista. Não precisava investir na aparência. Não temia o fato de possivelmente ficar viúva por todo o resto de sua vida. O que importava era amparar sua sogra, também viúva. Optar por acompanhar Noemi, foi consequência da opção de seguir o Deus de Noemi. Abriu mão da segurança na casa de seus pais e creu que algo melhor estava por vir.
Vivemos um mundo relativista e individualista. As pessoas muito mais preocupadas em ter do que ser. A mídia é uma das maiores culpadas dessa lamentável realidade.
Em seu ministério, Jesus sempre se ocupou em ensinar seus discípulos que, para ser participante das glórias do Seu Reino, é preciso, muitas vezes, perder para ganhar, dar para receber, perdoar para ser perdoado.
Rute compreendeu que seguir Noemi era o caminho correto para conhecer a Deus, ainda que isso lhe custasse distanciar-se de seu povo e de sua família.
Lembremo-nos do que Jesus disse: "Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim; e quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim. Quem acha a sua vida a perderá, e quem perde a sua vida por minha causa a encontrará.” (Mt 10.37-39)
Entregar o trono do nosso coração para que Deus nele reine é permitir que Ele seja mais importante que qualquer pessoa em nossas vidas.
Conclusão
Quando Noemi voltou para sua terra natal, lamentou sua miséria e mudou seu nome de Noemi (agradável) para Mara (amarga) (v.20).
Noemi não conseguia enxergar o propósito de Deus na vida de sua família. Suas maiores riquezas haviam partido: marido e filhos.
Noemi cria que seus sofrimentos demonstravam que ela já não desfrutava mais do favor de Deus e que, pelo contrário, Deus agora estava contra ela (v.13).
Entretanto, o decorrer da história comprovou que sua maneira de pensar estava equivocada. Não devemos considerar que todas as adversidades e privações resultam do desagrado de Deus contra nós, pois Satanás e as experiências humanas comuns, às vezes nos trazem dificuldades e adversidades, por mais dedicados que sejamos ao Senhor.
O v.22 diz que Noemi e Rute chegaram a Belém no início da colheita da cevada (v.22). Nossa visão distorcida da situação não nos permite enxergar que muitas vezes iniciamos nossa retomada exatamente no período da fartura.
Deus sempre esteve no controle da história e, no tempo certo, iria transformar tristeza em benção, pois, da família de Noemi, fez nascer a semente de Davi, da qual viria o Salvador da humanidade, através do relacionamento de Rute e Boaz.
Precisamos permitir que Deus aja em nossas vidas! Veja que mesmo em meio a tantas desgraças, Rute preferiu experimentar o conhecimento do Deus de Israel. Ela jamais culpou a Deus pela perda de seu primeiro marido. Jamais abandonou sua sogra, mesmo em meio ao aperto e aflição. Pelo contrário, seguiu para Belém com ela e teve sua alegria redobrada pelo fato de se render direção do verdadeiro Deus sobre sua vida.
Devemos aprender a buscar primeiramente o Reino de Deus. Ele é único e não aceita dividir o trono do nosso coração com nada e nem ninguém.
Que aprendamos a entregar as nossas vidas ao controle de Deus como disse o salmista Davi: “O meu futuro está nas tuas mãos”. (Salmo 31.15)
Pr. Elias M. Santos – 30/06/2011
Uma lição de misericórdia
UMA LIÇÃO DE MISERICÓRDIA
Juízes 2.6-23
Introdução
Alguém já disse que a diferença entre graça e misericórdia é a seguinte: GRAÇA é: “Não merecia, mas recebeu!” e MISERICÓRDIA é: “Merecia, mas não recebeu!”
Na época dos reis da idade média, algumas pessoas que iriam sofrer punições por açoites recebiam um açoite a menos por conta da misericórdia do rei.
O livro de Juízes é a sequência histórica de Israel após entrarem na terra prometida sob a liderança de Josué.
Embora tenham sido os juízes homens falhos como nós, eles são o símbolo da misericórdia de Deus por seu povo.
Vejamos como através deste texto podemos entender como nos distanciamos de Deus e como sua misericórdia e favor nos alcançam, ainda que não a mereçamos!
Por que precisamos da misericórdia de Deus?
A bíblia nos ensina que as misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos: “Graças ao grande amor do Senhor é que não somos consumidos, pois as suas misericórdias são inesgotáveis. Renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade.” (Lamentações 3.22-23)
Mas, afinal, porque precisamos de misericórdia?
Porque vivemos numa “zona de conforto”
Nossa zona de conforto nos distancia de Deus, Veja que o texto nos mostra que depois que Josué despediu os israelitas eles saíram para ocupar a terra, cada um a sua herança (v.6).
Muitas vezes deixamos Deus de lado porque nossa vida está muito boa. Lembro que meu irmão foi pastor em Sertãozinho e o nível de vida financeira da população era elevado. Ele dizia que era muito difícil fazer alguém que tinha uma boa casa, um belo carro na garagem e uma vida financeira confortável compreender que precisava de Jesus!
Porque “perdemos a referência”
O texto diz ainda que enquanto Josué viveu o povo prestou culto ao Senhor; entretanto, após a sua morte, a nova geração que surgiu não conhecia a Deus e o que Ele havia feito por Israel e começaram a prestar cultos aos deuses pagãos Baal e Astarote (vs.8-13).
Muitas vezes nossa zona de conforto nos leva a pensar que não precisamos mais ter Deus em primeiro lugar em nossas vidas e por isso começamos a adorar outros deuses.
Esses “outros deuses” podem não ser imagens ou ídolos propriamente ditos, mas podem estar travestidos em bens materiais (casa, carro, dinheiro, status, time, etc).
A esse respeito Paulo bem escreveu: “Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram a si mesmas com muitos sofrimentos.” (I Timóteo 6.9-10)
No que consiste a misericórdia de Deus?
Embora misericórdia seja o mesmo que escapar de uma punição, ainda que merecida; ela vem sempre recheada de lições para nossas vidas da parte de Deus.
Reconhecimento
O texto nos mostra nos vs.14-15 que Deus se irou contra seu povo e os entregou nas mãos dos inimigos e “sempre que os israelitas saiam para a batalha, a mão do Senhor era contra eles para derrotá-los”.
Para que possamos alcançar misericórdia da parte de Deus é necessário o reconhecimento de que estamos em falta para com Ele.
Antes de Deus agir com misericórdia Ele nos avisa para que saibamos e possamos reconhecer os nossos erros.
Deus faz isso porque a punição precede a misericórdia. Ela é dura, entretanto é também pedagógica.
Muitas das aflições que passamos podem ser frutos da ação de Deus para nos mostrar o quanto estamos distantes do seu propósito e para que reconheçamos a necessidade de uma total dependência do Senhor. A última frase do v.15 diz que, diante do sofrimento do povo de Israel nas mãos de seus inimigos “grande angústia os dominava”.
Só há misericórdia quando há reconhecimento!
Aprendizado
Há mais alguma coisa que precisamos compreender em relação a misericórdia de Deus e que talvez seja a chave para nosso amadurecimento espiritual quanto as provações que enfrentamos.
A misericórdia não é em relação aos erros que cometemos, mas em relação a correção divina!
Isso não significa que Deus não olha os nossos pecados. Pelo contrário, Ele nos pune, por causa da nossa incredulidade.
Veja que o texto nos mostra a partir do v.16 que, para salvar o povo das garras de seus inimigos, Deus suscitava juízes que defendiam e lideravam o povo e toda vez que um juiz era estabelecido, Deus era com ele e o povo era liberto da opressão dos seus inimigos.
Entretanto, quando o juiz morria, o texto diz que o povo voltava a praticar a idolatria e assim pecava perante Deus.
E por que então esse ciclo de falhas (como é conhecido o tema do livro de Juízes)?
Porque a natureza humana é má e sempre pende para o mal. Deus precisava punir o povo de Israel para lhes ensinar uma lição de obediência. Deus continua fazendo isso com cada um de nós.
O texto de Tiago pode nos mostrar essa grande verdade: “Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança. E a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês sejam maduros e íntegros, sem lhes faltar coisa alguma.” (Tiago 1.2-4)
A misericórdia do Senhor, portanto, deve gerar em nós um aprendizado em relação a Sua vontade.
Conclusão
A conclusão é do próprio Deus ao final do capítulo 2 do livro de Juízes.
Ali começamos a compreender porque Ele não retirou as nações que habitavam nas terras da herança e porque elas afligiram a Israel durante cerca de dois séculos do período dos juízes (e não será que ainda afligem?).
Vejamos as palavras do próprio Deus no texto: “Como este povo violou a aliança que fiz com os seus antepassados e não tem ouvido a minha voz, não expulsarei de diante deles nenhuma das nações que Josué deixou quando morreu. Eu as usarei para pôr Israel à prova e ver se guardarão o caminho do Senhor e se andarão nele como o fizeram os seus antepassados". (Juízes 2.20-22)
A misericórdia de Deus, portanto, é uma de suas maiores demonstrações de amor por seu povo querido!
Para encerrar, o Salmo 103.1-14 nos mostra a beleza da grande misericórdia do Senhor em nosso favor:
“Bendiga ao Senhor a minha alma! Bendiga ao Senhor todo o meu ser! Bendiga ao Senhor a minha alma! Não esqueça de nenhuma de suas bênçãos! É ele que perdoa todos os seus pecados e cura todas as suas doenças, que resgata a sua vida da sepultura e o coroa de bondade e compaixão, que enche de bens a sua existência, de modo que a sua juventude se renova como a águia. O Senhor faz justiça e defende a causa dos oprimidos. Ele manifestou os seus caminhos a Moisés, os seus feitos aos israelitas. O Senhor é compassivo e misericordioso, mui paciente e cheio de amor. Não acusa sem cessar nem fica ressentido para sempre; não nos trata conforme os nossos pecados nem nos retribui conforme as nossas iniqüidades. Pois como os céus se elevam acima da terra, assim é grande o seu amor para com os que o temem; e como o Oriente está longe do Ocidente, assim ele afasta para longe de nós as nossas transgressões. Como um pai tem compaixão de seus filhos, assim o Senhor tem compaixão dos que o temem; pois ele sabe do que somos formados; lembra-se de que somos pó.”
Pr. Elias M. Santos – 23/06/2011
Força e coragem
FORÇA E CORAGEM
Josué 1.1-9
Introdução
A vida é composta por muitos desafios. Alguns deles, a princípio nos parecem intransponíveis.
Quantas vezes acreditamos que não vamos conseguir vencê-los e depois de passar por eles, percebemos que tivemos força que nos impulsionou a seguir adiante.
Por outro lado, por muitas vezes também enfrentamos situações difíceis e acabamos ao final nos sentindo derrotados.
Para os momentos difíceis em nossas vidas precisamos aprender a usar da força e da coragem.
Segundo o dicionário da língua portuguesa, muitos são os sinônimos para ambas as palavras.
Para força, o dicionário traz: “faculdade de operar, executar, mover, energia, resistência, firmeza, esforço, etc.”
Para coragem: “firmeza de ânimo ante o perigo, os reveses, os sofrimentos, constância, perseverança com que se prossegue no que é difícil de conseguir, etc.”
Em meio a todos esses significados dois deles me chamam a atenção pela ligação que oferecem entre si: para força a resistência e para coragem a perseverança.
A história de Josué pode nos ajudar a compreender melhor a importância desses dois termos e como, através da perspectiva divina, podemos enfrentar os desafios da vida com força e coragem e sairmos vitoriosos.
Compreensão da missão (vs.1-5)
O texto base nos mostra que Deus falou com Josué e o colocou a par da situação. Moisés havia morrido no monte e Josué ainda não sabia disso. Josué assumiria a direção do povo a partir daquele instante. Deus determina o caminho que ele e o povo deveriam seguir para conquistar a terra prometida (v.2).
Deus daria a terra ao seu povo (v.3). Deus estaria com Josué por toda sua vida (v.5). Entretanto, o texto cita por três vezes que ele deveria ser forte e corajoso.
A pergunta é: se Deus daria a terra a Israel (Deus não falha em Suas promessas!), porque precisariam de força e coragem para conquistá-la?
É porque as conquistas nos amadurecem. As lutas nos fazem crescer. Força está aliada à resistência e coragem à perseverança.
A natureza humana é pecaminosa e inconstante. Temos a tendência de relaxar e deixar a vida correr pelo piloto automático de nossa comodidade. Deus então coloca diante de seu povo (especificamente no texto, de seu líder) as especificações da missão para qual estavam sendo convocados.
Muitas vezes falhamos em nossa vida por falta de planejamento. Isso certamente se estende a nossa espiritualidade e é nela que desejo focar a partir deste ponto. Compreender a missão é saber de onde estamos partindo e onde pretendemos chegar.
Deus orientou a Josué no deserto para que orientasse o Seu povo. Precisamos ouvir a voz de Deus e seguir suas orientações para os caminhos de nossas vidas.
Força e coragem – para lutar! (v.6)
A primeira razão por que Deus diz a Josué que ele deveria ser forte e corajoso está no v.6: “porque você conduzirá este povo para herdar a terra que prometi sob juramento aos seus antepassados”.
Na vida cristã sabemos que podemos ser vitoriosos, que uma grande recompensa nos aguarda na glória, entretanto, enquanto estamos neste mundo precisamos lutar.
Deus jamais nos prometeu uma vida fácil. Em João 15.20, Jesus disse: “Se me perseguiram, também perseguirão vocês”.
Ainda em sua oração intercessória Jesus disse: “Não rogo que os tires do mundo, mas que os proteja do Maligno”. (João 17.15)
Em outras palavras, Deus nunca prometeu nos livrar do sofrimento, mas, sim, que sempre estaria conosco em meio a eles.
Força e coragem – para cumprir a lei! (vs.7-8)
Deus diz a Josué o segredo do sucesso no v.8: “Não deixe de falar as palavras deste Livro da Lei e de meditar nelas de dia e de noite, para que você cumpra fielmente tudo o que nele está escrito. Só então os seus caminhos prosperarão e você será bem sucedido”.
O povo deveria atravessar o rio Jordão e tomar posse da terra prometida. Deus, então, conclama a coragem e promete o sucesso – mas somente se Israel obedecesse a lei de Deus transmitida por Moisés à nação.
Os desafios que se descortinam em nossa frente ao longo da vida são muitos e precisamos saber responder a cada um deles com a sabedoria que vem de Deus.
Às vezes temos até orado bastante, mas não temos lido a bíblia. Muitas de nossas inquietações têm resposta direta na Palavra de Deus. Ler a bíblia nos torna cristãos mais fortes e mais convictos a ponto de não sermos levados por qualquer vento de doutrina, como bem disse o apóstolo Paulo.
Quando Paulo escreveu sobre a armadura da fé em Efésios ele disse: “Usem o capacete da salvação e a espada do Espírito que é a Palavra de Deus”. (Efésios 6.17)
Há uma série de textos onde se ressalta a importância da persistência na leitura da bíblia como “A tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho” (Salmo 119.105); ou ainda, “Guardei no coração a tua palavra para não pecar contra ti”. (Salmo 119.11)
A leitura da bíblia fortalece nossa fé, amplia a nossa convicção, nos faz orar com entendimento e nos capacita para a pregação do Evangelho.
Em resumo, a força e a coragem que precisamos ter estão asseguradas no estudo e na aplicação da Palavra de Deus em nossas vidas.
Força e coragem – para submeter-se! (v.9)
O último verso é uma pergunta de retórica da parte de Deus demonstrando a autoridade de quem fala.
Josué era um grande líder. Israel era a nação eleita. Entretanto, Deus é o Senhor e tudo e todos devem se submeter ao Seu direcionamento.
Se Josué falhasse, Deus levantaria um novo líder. Se o povo desobedecesse, Deus o puniria.
A bíblia nos ensina que Deus é o mesmo ontem, hoje e para sempre. Seu juízo é perfeito, sua direção e ação são imutáveis. Em Deus não há qualquer sombra de variação. Deus não é homem pra mentir e nem filho de homem para que se arrependa.
Por isso, seguir sua determinação sempre será a melhor escolha!
Porém, submissão é uma palavra que não cai bem em nosso “vocabulário da vida”. Há um texto em I Pedro que gosto muito de citar: “Portanto, humilhem-se debaixo da poderosa mão de Deus, para que ele os exalte no tempo devido.” (I Pedro 5.6).
Gostamos da segunda parte do verso, porém, temos dificuldades em assimilar a primeira.
Deus nos concede força e coragem, entretanto, precisamos nos humilhar diante de sua potente mão. Não há redundância, ou seja, se preciso ser forte e corajoso, porque tenho que me humilhar?
A maior força e coragem que podemos ter é a de nos submeter ao senhorio de Cristo em nossas vidas. Reconhecer que nada temos ou somos e que tudo vem dEle. Essa é uma postura audaciosa e que muitas vezes não estamos dispostos a permiti-la em nossas vidas.
Paulo diz em II Coríntios 12.10: “Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco é que sou forte”.
A maior força que podemos ter é reconhecer que por nós mesmos nada podemos, mas que tudo podemos naquele que nos fortalece!
Conclusão
O nome hebraico Josué é o equivalente ao nome Jesus em grego.
Assim como Josué tinha a missão de introduzir o povo israelita na terra prometida, Jesus tinha como missão levar muitos filhos à glória, como está escrito em Hebreus 2.10: “Ao levar muitos filhos à glória, convinha que Deus, por causa de quem e por meio de quem tudo existe, tornasse perfeito, mediante o sofrimento, o autor da salvação deles.”
É por isso que Josué é considerado um tipo de Cristo. Um modelo, portanto.
Temos sido nós também um modelo de Cristo? Podemos dizer como disse o apóstolo Paulo: “Tornem-se meus imitadores, como eu o sou de Cristo.” (I Coríntios 11.1)?
Para terminar, guardemos em nosso coração as promessas de Deus para Josué e que se estendem a nós hoje se formos fiéis aos preceitos do Senhor: “Não fui eu que lhe ordenei? Seja forte e corajoso! Não se apavore, nem se desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar." (Josué 1.9)
Pr. Elias M. Santos – 09/06/2011
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