quarta-feira, 27 de junho de 2012

CONSOLA MEU POVO!



CONSOLA MEU POVO!

Isaías 40.1-8

INTRODUÇÃO

A partir do capítulo 40 do livro de Isaías, Deus revela palavras proféticas de esperança a seu povo cativo na Babilônia. Eles já haviam sofrido demais e Deus agora vai prover a libertação.
A proposta da vida com Deus é de esperança. Ele responde ao nosso clamor e, por isso, nosso sofrimento nunca dura para sempre.
É verdade que sofremos conseqüências do pecado que cometemos. É verdade também que o período de sofrimento é uma fase de amadurecimento. Entretanto, depois do arrependimento, do lavar dos nossos pecados, começamos a desfrutar das promessas e das bênçãos de Deus. O tempo árduo termina, a iniqüidade é perdoada e já recebemos em dobro, ou seja, o suficiente por nossos pecados, como lemos no texto base. Depois do sofrimento, vem o período do testemunho, ou seja, Deus nos dá a oportunidade de confortar outros corações assim como Ele nos tem confortado.
Esse texto do profeta Isaías nos leva a refletir que Deus trabalha em favor do seu povo. Aliás, é isso que Ele fez em toda a história bíblica e continua a fazer constantemente. A bíblia ensina que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus. Assim, todas as coisas em todo tempo, sempre convergiram para atos de salvação de Deus em favor do seu povo.
Vejamos a partir deste texto, o mover de Deus em relação ao fim de nosso sofrimento.
O CONFORTO DE DEUS (vs.1,2)

Como mencionei anteriormente, um dia, todo sofrimento chega ao seu final. Quando estamos doentes, um dia somos restaurados (ainda que seja com a morte!); quando estamos desempregados, um dia as portas de trabalho se abrem; quando estamos desanimados, um dia sinais de esperança surgem em nossas vidas.
A palavra no plural no texto – “consolem” – quer significar que não somente Isaías, mas a todos os profetas é ordenado que proclamem que o sofrimento da nação de Israel estava chegando ao seu final e que a salvação e a benção estavam a caminho.
Uma pessoa que está enfrentando grande dificuldade na vida, mas tem Cristo como seu Salvador, pode orar a Deus para que o livre do problema, ou para que o assista durante o problema.
O texto diz: “Consolem, consolem o meu povo, diz o Deus de vocês.” (v.1). A repetição do termo quer certamente significar necessidade de urgência na mensagem.
Confortar, consolar está atrelado aos atributos do nosso Deus. Em II Coríntios 1.3-4, Paulo diz: Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Pai das misericórdias e Deus de toda consolação, que nos consola em todas as nossas tribulações, para que, com a consolação que recebemos de Deus, possamos consolar os que estão passando por tribulações.”
Deus nunca se esqueceu do seu povo. Quando Jesus veio ao mundo ele disse que voltaria para o Pai, mas também que enviaria o Consolador, o Espírito Santo da promessa.
 No âmbito cristão, consolo tem sentido de reciprocidade. Quando Paulo escreveu aos Tessalonicenses sobre as palavras de esperança quanto a segunda vinda de Cristo, finalizou a exortação com a seguinte orientação: “Consolem-se uns aos outros com estas palavras.” (I Ts 1.18)
A LIBERTAÇÃO DE DEUS (vs.3-5)

Estes versículos, assim como boa parte das profecias de Isaías, têm mais de uma aplicação: 1. A restauração dos judeus exilados; 2. A vinda do Messias e sua salvação; 3. A consumação da redenção no novo céu e na nova terra.
O NT mostra que o v.3 cumpriu-se em João Batista – o precursor de Jesus. João ensinou que a maneira única de preparar-se para a vinda do Messias é através do arrependimento (Mt 3.1-8).
Não existe libertação de quem não quer ser libertado e para que ela aconteça é necessário reconhecimento e arrependimento.
Deus libertou a nação de Israel para nunca mais irem a cativeiro. A libertação de Deus é plena, é completa. A bíblia diz que já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus. A profecia dizia que quando Jesus viesse os caminhos seriam preparados para Sua chegada, primeiro pela anunciação de um arauto (como era o costume da época) e segundo pela preparação dos terrenos por onde ele pisasse.
É por isso que no v.4 ele diz: “Todos os vales serão levantados, todos os montes e colinas serão aplanados, os terrenos acidentados se tornarão planos, as escarpas serão niveladas”.
Quando Deus se levanta para livrar seus filhos que clamam a Ele dia e noite, os vales são levantados e os montes e colinas aplanados, os terrenos acidentados se tornam campinas; tudo para que possamos enxergar a esperança que está vindo do outro lado!
É o que diz o belíssimo v.5: “A glória do Senhor será revelada, e, juntos, todos a verão. Pois é o Senhor que fala”.
 
A SUPREMACIA DE DEUS (vs.6-8)

Deus não precisa provar que é Deus. Ele simplesmente é. Deus se revela ao homem de diversas maneiras para que este possa amá-lo pelo que Ele é e pelo que Ele faz em favor do Seu povo escolhido.
Para realçar a confiança do povo de Judá em seu Deus, o texto revela um contraste entre a finitude e a fragilidade humana frente a perenidade de Deus.
A comparação é de que a humanidade é como a relva e a sua glória como as flores do campo. Quando o vento do Senhor passa, elas murcham e caem, entretanto, a Palavra do Senhor dura para sempre.
Isso é uma lição de dependência. O consolo não depende de forma alguma dos esforços do homem; antes, vem da misericórdia e soberania divina.  
Em meio a um mundo relativo, só Cristo é absoluto. Sua Palavra e norma e padrão. A vida em si, é insignificante. O escritor de Eclesiastes muito nos ensinou sobre isso. Mas, a eterna e infalível Palavra de Deus concede ao salvos um significado e uma glória, imperecíveis.

CONCLUSÃO

Os preceitos, as promessas e os convites do evangelho são tão firmes como o trono de Deus. Se quisermos consolo para nosso sofrimento e refrigério para nossas almas, devemos confiar e esperar em Deus.
Por maior que seja o nosso sofrimento, um dia ele irá acabar. Isso é promessa do Senhor para nossas vidas. E se achamos que podemos encontrar alivio para nossas maiores aflições nesse mundo, devemos saber que nossa vitória e nossa recompensa estão escondidas no Senhor.
Pois vocês foram regenerados, não de uma semente perecível, mas imperecível, por meio da palavra de Deus, viva e permanente. Pois, "toda a humanidade é como a relva, e toda a sua glória, como a flor da relva; a relva murcha e cai a sua flor, mas a palavra do Senhor permanece para sempre". Essa é a palavra que lhes foi anunciada’. (I Pd 1.23-25)

O AMOR É MAIS FORTE!



O AMOR É MAIS FORTE!

Cântico dos Cânticos 8.6-7

INTRODUÇÃO

“Cantares de Salomão” – ou “Cântico dos Cânticos” – constituem, sobretudo, um poema de amor. O livro, geralmente, é interpretado de forma alegórica. Os judeus o lêem durante a festa da Páscoa, como uma representação do amor de Deus por Israel. Na era cristã, passou a representar o amor de Cristo por Sua igreja, ou a união mística da alma fiel com Cristo. Seu sentido literal, como representação do amor conjugal é pouco defendido, embora tenha sido encarado dessa forma na história da igreja, principalmente nos tempos modernos.
A dificuldade, portanto, está em como interpretá-lo. Abaixo algumas das variadas interpretações que têm sido apresentadas:

Interpretação Alegórica
Esta é a interpretação comum dos judeus da antiguidade e deles passou para a Igreja Cristã. Os judeus consideravam o Hino como uma expressão do relacionamento amoroso entre Deus e o seu povo escolhido. A Igreja Cristã via nele o reflexo do amor entre Cristo e a Igreja.

Interpretação Dramática
A essência desta interpretação é que o Hino é um drama apresentando Salomão apaixonado pela Sulamita (natural de Sulã); uma jovem inculta, a qual ele introduz no palácio real em Jerusalém. Uma forma particular desta interpretação, a hipótese do pastor, introduz no Hino um terceiro personagem, um pastor, ao qual a jovem Sulamita permanece fiel apesar das atitudes de Salomão.

Interpretação típica
Esta interpretação também defende que no Hino foi descrito o grande amor entre Cristo e a Igreja, sendo o Rei Salomão considerado um tipo de Cristo, e a esposa representando a Igreja. Este ponto de vista difere do alegórico, pois tenta justificar a própria linguagem do Hino sem buscar um significado especial em cada frase, como faz a interpretação alegórica.

Interpretação Natural ou Literal
O princípio básico desta interpretação é que o Hino é um poema que exalta o amor humano. A partir deste ponto, por causa da inclusão deste livro no Cânon das Escrituras, os defensores desta interpretação diferem grandemente quanto ao significado máximo desta canção de amor. Este comentário foi firmado sobre a pressuposição de que a interpretação natural está correta. Seria, talvez, um ensino do amor mútuo entre esposa e marido, puro e sem mácula, ou, pelo menos como deveria ser.

COMPROMISSO

O livro de Cântico dos Cânticos é dividido em seis partes e esta é a quinta ou sexta (dependendo da visão teológica adotada). Depois de muitas idas e vindas da esposa amada, ela finalmente sai a procura de seu esposo – o amado - e o reencontra de braços abertos para recebê-la. Ela quer que ele a segure firmemente em seus braços.
Quando um casal pretende desenvolver um relacionamento mais sério, começam a usar uma aliança de compromisso. Aquilo representa um voto de que um se guardará e aguardará o outro para um momento especial como o noivado e o casamento.
Neste texto, isso é revelado através de um selo no coração: “Coloque-me como um selo sobre o seu coração; como um selo sobre o seu braço” (v.6).
No ritual judaico, o sumo sacerdote levava o nome das doze tribos sobre o coração, cada nome gravado como um selo nas preciosas e duráveis pedras escolhidas por Deus; pedras feitas de ouro puríssimo. Ele também levava estes mesmos nomes sobre os ombros, indicando que tanto o seu amor como sua força estavam empenhados em favor das tribos de Israel.
Pode ser que seja a este nesse nível que é relatada a intensidade do amor do noivo (Deus), para com sua noiva (Seu povo, Sua igreja). É por isso que ela diz na sequência, de forma conclusiva, que o seu amor é tão forte quanto a morte e o ciúme (ou amor ardente) tão inflexível como a sepultura.
O que está em questão para a esposa amada não é o amor do esposo, o amado; mas, a inconstância do seu próprio coração!
Hudson Taylor diz que é fácil levar o sacrifício ao altar, porém, deixá-lo ali para queimar é extremamente difícil. Significa rendição, permissão, santificação.
Há uma lição para nós aqui. Devemos orar para nos guardarmos de buscar ajuda em outro lugar, senão no Senhor. Israel peregrinou no deserto em direção a Terra Prometida, com os olhos no Egito. Certamente isso tornou a jornada muito mais longa e difícil!
 Nossa confiança deve estar firmada no Senhor! Nosso compromisso deve ser a correspondência ao Seu amor sem medida!

O AMOR É MAIS FORTE!

Segundo o poema, o amor do esposo amado por sua esposa amada é divino e duradouro; as muitas águas não conseguem apagá-lo e nem os rios conseguem levá-lo à correnteza ou afogá-lo. (v.7).
Este é um amor que nem mesmo os sofrimentos, a dor, as privações podem extinguir. Alguém já disse que não há nada que possamos fazer ou deixar de fazer para que Deus nos ame mais ou para que nos ame menos.
Isso nos remete a uma reflexão sobre as palavras do apóstolo Paulo em Romanos 8.35-39: “Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: "Por amor de ti enfrentamos a morte todos os dias; somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro". Mas, em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.”

CONCLUSÃO

A leitura deste livro, longe de despertar pensamentos sensuais em nossas mentes, deveria nos levar a louvar Aquele que criou o homem à Sua própria imagem e semelhança; que fez o corpo humano tão lindo; que despertou em Adão o desejo de uma companheira adequada a ele, contudo, diferente; dando-nos assim a benção do prazer sexual e, consequentemente, ressaltando que o sexo foi feito para o casamento de um homem para com uma mulher e jamais de qualquer outra forma.
A leitura deste livro também deveria nos tornar conscientes de nossos fracassos pecaminosos em nossa atitude para com pessoas do sexo oposto, e em particular nossos pecados da carne dentro do casamento. Assim, através deste livro o Espírito Santo levará os pecadores a Cristo que também é o Redentor e Santificador dos sagrados laços conjugais.
Vendo e experimentando a pureza e a santidade deste vínculo de amor terreno também seremos levados a compreender melhor aquele relacionamento de amor que é celestial e eterno, isto é, o laço de amor imaculadamente puro e indestrutível que existe entre Cristo e a Sua Igreja que é onde penso que o livro hoje mais pode ser aplicado em nossas vidas:
“Maridos, amem suas mulheres, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se a si mesmo por ela para santificá-la, tendo-a purificado pelo lavar da água mediante a palavra, e apresentá-la a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e inculpável. (Efésios 5.25-27).

CORRENDO ATRÁS DO VENTO!



CORRENDO ATRÁS DO VENTO!
 
Eclesiastes 3.1-14

Introdução  

A palavra ‘Eclesiastes’ vem do grego e significa ‘Pregador’. Na verdade, o livro é um sermão destinado a mostrar que a natureza dos prazeres do mundo e a realização deles não dão satisfação completa, a não ser que Deus governe o coração e a vida. A grande lição é que a verdadeira sabedoria do homem está em temer a Deus e estar sempre atento ao julgamento que, inevitavelmente acontecerá.
‘Vaidade’ é a palavra chave do livro e nele ela aparece 29 vezes. O problema que o autor tenta equacionar em todo o seu conteúdo é como alcançar a verdadeira felicidade.
Já li ou citei esse texto algumas vezes em velórios. Muitos pregadores o usam em velórios. É evidente, porque ele trata do tempo de Deus em relação a visão limitada da humanidade.
O escritor do livro (muito fortemente aceito que seja Salomão) é um homem velho e experiente. Já passou por muitas coisas em sua vida. Os jovens certamente têm dificuldade em compreendê-lo. O Pr. Ed Renée Kivitz escreveu um livro chamado “O Livro Mais Mal-Humorado da Bíblia”, se referindo a Eclesiastes.
O livro foi incluído na bíblia para nos ensinar que a busca da felicidade é vã, enquanto for ela separada de Deus. Salomão teve ilimitadas oportunidades de realizar sua busca. Tinha juventude, riquezas, sabedoria, realeza e amor humano, mil mulheres – mas quando ele misturou e experimentou tudo isso em sua vida, sentiu-se insatisfeito e triste.

Correndo contra o tempo!

Nossa vida é uma constante correria. O tempo tem passado rápido demais e creio que nossa correria tenha muito a ver com tudo isso. O fato de corrermos tanto nos leva a crer que temos domínio sobre o tempo. Fazemos as coisas de forma cronometrada. Desde o despertar de nossos relógios ou celulares pela manhã (os fabricantes de despertadores e rádios-relógios foram à falência!) até ao anoitecer, queremos que o tempo esteja em nosso favor, porém, corremos contra ele constantemente: Temos hora para acordar, hora para pegar a condução, hora para entrar no trabalho, hora para descanso e refeição, hora para retorno, hora para atividades domésticas, hora para nossos cônjuges, hora para nossos filhos, hora para nosso lazer, hora para dormir, hora para ir à igreja, hora para as reuniões e outras atividades, etc., etc, etc!
Nossos relógios e agendas nos fazem pensar que temos o controle da situação. Entretanto, O homem não tem o controle sobre o tempo. Deus predetermina, de modo soberano, todas as atividades da vida: “Muitos são os planos no coração do homem, mas o que prevalece é o propósito do Senhor.” (Pv 19.21).
Há vários tempos apontados pelo escritor entre os vs.2-8. São coisas do cotidiano. O que ele realmente quer que entendamos é que os acontecimentos e as épocas características ao longo do tempo são imposições sobre a humanidade, ou seja, ninguém pode escolher a época de chorar (você sabe quando passará por uma aflição?). As circunstâncias moverão nossas ações e reações.
Não é possível ao homem viver uma vida de ostracismo, alheio aos acontecimentos, viver de forma contemplativa, enfim. Fazemos parte da história e isso é imutável. O homem, portanto, não tem controle sobre o destino, nem mesmo de sua própria alma!

O tempo de Deus

Certo teólogo disse: “Deus está intimamente ligado ao tempo. O próprio relacionamento dele com os homens exige uma ordenação do tempo para o cumprimento de seus propósitos”. Certamente a base desta reflexão é a história do Antigo Testamento. Deus moveu a história para que as coisas acontecessem exatamente da maneira como Ele as determinou.
O v.1 diz: “Para tudo há uma ocasião, e um tempo para cada propósito debaixo do céu.” Tempo simplesmente significa uma ocasião ou uma época e propósito é aquilo que a pessoa deseja fazer. Tempo é quando e propósito é para que.
O tempo de Deus é doutrinador. Deus busca nos moldar através do amadurecimento. O tempo é peça fundamental nesse quebra-cabeça que é a vida. Certamente só a velhice fez Salomão refletir os erros da juventude.
Agora, quando olhamos para os vs.9-10, vemos que essa idéia ganha maior amplitude. Não se fala mais daquilo que está somente debaixo do sol, mas agora aparece o nome de Deus dando sentido a sua intervenção: “O que ganha o trabalhador com todo o seu esforço? Tenho visto o fardo que Deus impôs aos homens.”

O temporal e o eterno

No v.11, Deus mostra que tudo fez a seu tempo. E mostra ainda que o homem anseia por aquilo que é eterno: “Ele fez tudo apropriado a seu tempo. Também pôs no coração do homem o anseio pela eternidade; mesmo assim este não consegue compreender inteiramente o que Deus fez.”
 É verdade! A busca constante do homem sempre foi saber de onde veio e para onde vai. Nada neste mundo passageiro se compara a eternidade que está proposta por Deus.
Só em Deus podemos encontrar o descanso para nossas almas. Agostinho em suas Confissões declarou: “Tu nos fizeste para ti mesmo, e nossos corações não descansam enquanto não encontram paz em ti”.
Como fomos criados para a eternidade, as coisas temporais não podem nos satisfazer de modo integral e permanente.

A verdadeira felicidade

Muito se fala sobre a busca da felicidade. O escritor aqui nos ensina pelo menos duas lições práticas para que aprendamos o seu sentido. Observe que nas duas lições ele cita a palavra ‘descobri’, o que demonstra que o tempo trabalhou a sua percepção e, consequentemente, o seu caráter:

PRATICAR O BEM
“Descobri que não há nada melhor para o homem do que ser feliz e praticar o bem enquanto vive.” (v.12).
Ele sugere primeiramente que sejamos felizes e pratiquemos o bem. Ser feliz aqui significa contentamento com o que se é e o que se tem; e praticar o bem não estaria ligado à filantropia, mas fazer o que é certo na vida.   

VIVER HONESTAMENTE
“Descobri também que poder comer, beber e ser recompensado pelo seu trabalho, é um presente de Deus.” (v.13).
Uma vida de honestidade serve de modelo. Trabalhar e viver de seu trabalho são coisas dignas. Não são poucas as pessoas de bem que, ao serem perguntadas qual a razão de seu sucesso, respondem: “Aprendi isso com meus pais que, embora humildes, sempre nos ensinaram sobre uma vida de dignidade!”
TEMER A DEUS
Nossa vida está segura em Deus. A terra está cada vez mais cheia de futilidade, transitoriedade, falta de confiança. A verdadeira segurança está no agir soberano e gracioso de Deus.
O v.14 finalmente diz: “Sei que tudo o que Deus faz permanecerá para sempre; a isso nada se pode acrescentar, e disso nada se pode tirar. Deus assim faz para que os homens o temam.”
Neste versículo, observemos dois aspectos que o escritor de Eclesiastes salienta com relação à ação de Deus:
Em primeiro lugar, A AÇÃO DE DEUS É PERMANENTE, ou seja, nela não há a menor possibilidade de fracasso. Se permanece é porque é boa e perfeita e, por isso, não falha.
Em segundo lugar, A AÇÃO DE DEUS É TOTALMENTE SEGURA, ou seja, jamais terminada de forma incompleta, o que certamente geraria perigo e inconstância para nós.
Tudo isso nos conduz à nosso papel neste relacionamento: Temer a Deus! Não um temer covarde de algo que não se sabe o que é, mas, pelo contrário, um temor reverencial e uma séria consideração pelos atos de Deus em nosso favor.

Conclusão

Para concluir, as palavras de Eclesiastes 12.13, resumem o conteúdo de um livro de um homem amadurecido pelo tempo de Deus em sua própria vida: “Agora que já se ouviu tudo, aqui está a conclusão: Tema a Deus e guarde os seus mandamentos, pois isso é o essencial para o homem.”
Os prazeres terrenos são transitórios. Estamos aqui de passagem. Somos como forasteiros. Naquele Grande Dia, a única consideração importante será: Qual foi nossa atitude para com Deus?